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Entrevistas SAÚDE

Especialista fala sobre exames genéticos para o auxílio do diagnóstico precoce do câncer de próstata

Até o final de 2021, mais de 65 mil homens serão diagnosticados com câncer de próstata de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A doença é o tipo mais comum de câncer entre a população masculina, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, e representa 29% dos diagnósticos da doença no país. Por isso, durante o Novembro Azul, diversas instituições alertam sobre a importância do diagnóstico precoce.  

O câncer pode surgir de forma adquirida pela exposição ambiental a agentes carcinogênicos ao longo da vida ou, em menor escala, de forma hereditária. Nestes casos, a doença nestas famílias pode estar relacionada a uma síndrome de predisposição para o câncer hereditário.

Nestes casos, os testes genéticos podem auxiliar a identificação de indivíduos portadores de mutação em genes de maior risco para o câncer de próstata, bem como outros cânceres associados como mama-ovário-pâncreas-próstata. 

Em entrevista a Rádio Sociedade nesta sexta-feira (26), a geneticista Betânia Toralles detalhou esse processo.

“Quando existe esse risco genético, é indicado fazer uma pesquisa genética. A gente vai procurar a mutação, através da coleta de sangue ou saliva, que quando presente coloca esse indivíduo em risco de câncer, maior do que outras pessoas. […] toda a família deve fazer e o exame deve ser indicado por um geneticista ou urologista.”

A especialista também reforçou a importância do exame e do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura da doença.

“Se eu tenho um indivíduo que é portador de uma mutação que predispõe a ele ter um câncer, as medidas preventivas tem que ser tomadas antes do aparecimento do câncer. […] O diagnóstico precoce é a maior arma pra cura, e se pessoa tiver uma predisposição genética a ter um câncer, nós vamos aplicar as medidas preventivas pra que ele não desenvolva o câncer, e se desenvolver que seja detectado precocemente.”

O acesso ao exame, atualmente, é facilitado. Com a regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar de 2013, os testes de sequenciamento dos genes BRCA1 e BRCA2 passaram a integrar o rol de exames genéticos cobertos integralmente pelos planos de saúde. Caso o paciente preencha alguns critérios e pré-requisitos determinados pela ANS, é possível fazer esses testes através dos convênios.

É importante salientar que a realização dos exames genéticos não exclui a necessidade do exame de próstata.

Foto: Reprodução

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