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Recôncavo baiano tem novos tremores de terra

Após um terremoto de magnitude 4,6 ser registrado na Bahia na manhã do último domingo (30). Um novo tremor, com magnitude de 3,5, foi sentido em algumas cidades do Recôncavo Baiano na madrugada desta segunda-feira (31). 

Para comentar o assunto, o programa Sociedade Urgente apresentado pelo radialista Adelson Carvalho recebeu nesta segunda, o professor do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Feira de Santana do Estado da Bahia (UEFS), Carlos Uchôa.

De acordo com o professor, apesar de assustar muita gente, o terremoto é considerado de baixa magnitude.

“Foi um terremoto, mas a população não precisa ficar preocupada. Esses terremotos são relativamente comuns, não nessa magnitude, essa foi um pouquinho maior, mas não suficiente para causar grandes estragos”, afirmou.

Para causar queda de paredes e danos do tipo, o professor explica que a magnitude mínima é de 6,2. Sobre o novo tremor registrado na madrugada de hoje, Uchôa declara que é uma reincidência que pode ocorrer.

“Na verdade, não foi um terremoto só, foi um enxame de terremotos. Ou seja, vários terremotos que ocorreram em um período curto”, disse. “Depois do chamado terremoto principal, pode ocorrer os terremotos secundários, que são de menor magnitude. Por isso temos essa possibilidade da ocorrência”.

No programa Balanço Geral, o Superintendente da Defesa Civil da Bahia, Paulo Luz informou que o tremor de terra é comum nos municípios do interior do estado.

“Falando apenas em Amargosa, o primeiro registro que nós temos de tremor de terra na cidade é de 1899”, declarou em entrevista aos radialistas Raimundo Varela e João Kalil.

Paulo Luz relatou que o Brasil está localizado sob a placa tectônica chamada Sul-Americana e devido a isso, 48 falhas geológicas foram registradas. No país, o tremor de terra é mais comum no Ceará, no Rio Grande do Norte e na Bahia.

“Não é uma movimentação de metros, nem de centímetros, é de milímetros. Milímetros que se movimentam abaixo da cidade e essa modificação é capaz de gerar esse tremor e um barulho”, detalhou.

É possível conferir as entrevistas completas em nosso podcast.

Foto: Reprodução

    
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