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“Estou comendo hoje e pensando no amanhã’, desabafou vendedor ambulante sobre quedas das vendas

Com a crise financeira provocada pelo novo coronavírus, a queda nas vendas gerou um forte impacto financeiro para o comércio. Sobretudo, para os vendedores informais.

Para a grande maioria dos ambulantes, as vendas representam o principal faturamento das suas famílias. Além da redução da receita, os vendedores que movimentam o comércio de rua de Salvador precisam, também, lidar com a incerteza de permanecer nos seus pontos.

Isso porque, com a pandemia, estes trabalhadores não têm conseguido regularizar a licença de permanência no espaço público junto à prefeitura do município.

É o caso de Antônio Marcos Pereira, que possui um ponto comercial na entrada do bairro da Mouraria.

“Eu estou aqui e não durmo. Está tudo, tudo atrasado. A minha vida é só isso aí […] estou comendo hoje e pensando no amanhã no que vai acontecer. Será que amanhã minha barraquinha vai está no lugar? Será que eu vou ter onde guardar minhas coisinhas? Será que eu vou ter como comer o pão de cada dia?”, desabafou.

Para atuar nos camelodromos ou áreas reconhecidas pela prefeitura é necessário se cadastrar e obter a licença de ambulante. O valor varia entre 40 a 660 reais.

Para a vendedora Maria Rita, além da queda nas vendas, a estrutura da Avenida Joana Angélica, via em que ela trabalha, dificulta o acesso das pessoas ao local e tem provocado constantes acidentes com as pessoas que circulam pelo local.

Já para Joel de Jesus, a presença diária na rua é apenas para manter o ponto e os clientes fiéis, porque o movimento continua muito fraco – “Não se vende quase nada. Eu vendo suco de laranja e vendia cinco sacos por dia. Hoje, eu vendo um saco na semana toda”.

Foto: Divulgação

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