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“Eu sei que eu fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história”, diz Lula

Na sua primeira entrevista, que aconteceu no final da manhã desta quarta-feira (10), após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou suas condenações relativas a processos da Lava-Jato, o ex-presidente Lula, adotou um tom bastante incisivo ao expor a narrativa de que foi perseguido juridicamente.

“Eu sei que eu fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história. Eu sei que a minha mulher, a Marisa, morreu por conta da pressão e um AVC se apressou. Eu fui proibido até de visitar meu irmão [morto] dentro de um caixão, porque tomaram uma decisão, que queriam que eu viesse para São Paulo, para o quartel do segundo exército em Ibirapuera, e meu irmão eu não pude visitar”, disparou mostrando bastante irritação.

Lula completou:

“Se tem algum brasileiro que tem razão de ter alguma muitas e profundas mágoas, sou eu. Pois não tenho. Sinceramente eu não tenho, porque o sofrimento que o povo brasileiro está passando, o sofrimento que as pessoas pobres estão passando neste país, é infinitamamente maior do que qualquer crime que cometeram contra mim”.

Lula prosseguiu pontuado que a força-tarefa da Lava Jato foi forjada para prejudicá-lo politicamente, e que os grandes pivôs do esquema teriam sido o ex-juiz federal, Sérgio Moro e os procuradores de Curitiba-PR.

“Eu sou agradecido ao ministro Fachin porque ele cumpriu uma coisa que a gente reivindicava desde 2016. A gente cansou de dizer que a inclusão do Lula e a inclusão da Petrobrás na vida do Lula como criminoso, era a razão pela qual a quadrilha de procuradores da Lava Jato, e o [então juiz] Moro entendiam que a única forma de me pegar era me levar para a Lava Jato”, declarou.

Com a anulação dos atos condenatórios o petista se tornou elegível novamente, e poderá assumir cargo público ou se candidatar nas próximas eleições.

Foto: Reprodução | PT