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EUA: Eleitores decidem hoje quem será o novo presidente; Entenda o processo eleitoral

Marcado por divergências ideológicas e um possível recorde de votos, hoje(3) é o dia D da eleição presidencial dos Estados Unidos da América (EUA). Num sistema de votação indireta e não obrigatória, os norte-americanos escolhem quem será o presidente do país mais influente do mundo pelos próximos 4 anos: se o democrata Joe Biden ou o republicano Donald Trump.

Há uma série de pontos que diferenciam os sistemas eleitorais dos EUA e do Brasil. Alguns, até causam dúvidas como o voto indireto, com a eleição de delegados de cada estado que escolhem o próximo gestor; opcional e pelos correios; votação durante a semana; e a possibilidade de votar antecipadamente.

Em entrevista ao portal Sociedade Online, o professor de Ciência Política e doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Jorge Almeida, declarou que o sistema eleitoral dos EUA não é totalmente democrático.

Com a votação de caráter indireto, o candidato que tiver mais votos nas urnas não será necessariamente o novo presidente dos EUA. Em 2016, Hillary Clinton foi a mais votada no país. Mesmo assim, Donald Trump foi eleito o presidente pelo colégio eleitoral com 3 milhões de votos populares a menos que a derrotada.

“Pode acontecer isso que aconteceu com a primeira eleição de Trump, porque as pessoas não votam diretamente em um candidato, votam em delegados do partido que vão representar em colégio eleitoral”, explicou o professor de Ciência Política. “Os delegados eleitos é que vão eleger o presidente. As pessoas sabem que estão votando em um delegado que vai eleger o presidente. O problema é que a proporção dos delegados não corresponde exatamente ao total de votos porque há uma diferença de um estado para o outro”.

Nos EUA o voto não é obrigatório e o cidadão pode decidir se quer ou não exercer esse direito, sem precisar apresentar qualquer justificativa. Nesse sentido, a mobilização do eleitor é ponto chave para a escolha do próximo presidente.

Outra diferença com relação ao Brasil é o dia de votação. Aqui o voto ocorre sempre aos domingos. Já nos EUA, o dia escolhido é na terça-feira depois da primeira segunda-feira de novembro. Apesar disso, é possível votar antecipadamente.

Entretanto, não existe nenhuma garantia para a contagem desses votos e a revelação do próximo presidente ainda nesta terça. Nos EUA não existem urnas eletrônica digitais. Para registrar os votos, os eleitores podem escolher entre votar pelo correio e presencialmente.

“Dessa vez vai haver uma demora maior do que as outras porque houve uma quantidade muito grande de votação. Tem votos do correio que vão demorar de chegar e ainda vão ter que contar esses votos. Se a votação tiver muito apertada, a quantidade que chegar do correio pode ser decisiva. Além disso, Trump está criando dificuldades, ameaçando recursos para a suprema corte, o que pode protelar o resultado”, disse Jorge Almeida.

Cada estado dos EUA pode definir regras diferentes de votação, por esse motivo, podem existir divergências entre cada estado. A expectativa para este ano é que os números de votos superem os 138,9 milhões registrados em 2016. Até a última segunda-feira (2), cerca de 93 milhões de norte-americanos já haviam votado, 70% do total de votos registrados em comparação à última eleição.

“Cabe lembrar que o dia da eleição não é feriado, o que acaba dificultando a votação das pessoas. Por isso muita gente vota antes. O sistema eleitoral dos EUA gera muitas complicações para as pessoas votarem”, finalizou o professor.

    
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