A Polícia Federal efetuou hoje, a prisão de Filipe Martins, que atuou como assessor de Assuntos Internacionais durante o governo Jair Bolsonaro. A ação ocorreu em Ponta Grossa, no Paraná, local onde ele estava em regime de prisão domiciliar desde o último sábado (27). Martins foi condenado a 21 anos de reclusão por envolvimento na articulação da tentativa de ruptura institucional investigada pelo Supremo Tribunal Federal.
A ordem de prisão preventiva partiu do ministro Alexandre de Moraes, que apontou indícios de descumprimento das restrições impostas ao réu, especialmente a vedação ao uso de redes sociais. Para o magistrado, a conduta atribuída ao ex-assessor revela desconsideração às decisões judiciais, razão pela qual considerou necessária a adoção de uma medida mais rigorosa. Dias antes, a defesa havia sido intimada a se manifestar sobre a suposta infração.
Os advogados de Filipe Martins contestam a decisão e afirmam que não houve qualquer violação das cautelares. Em declaração pública, a defesa sustentou que o ex-assessor cumpria integralmente as determinações do STF e classificou a prisão como injustificada. Segundo os defensores, a medida representa uma antecipação do cumprimento da pena e será questionada nas instâncias cabíveis.