Digite sua busca

 

 

Bahia Justiça Notícias Notícias em destaque Polícia Política

Ex-prefeitos de Porto Seguro e Eunápolis são presos em operação na Bahia

Os ex-prefeitos de Porto Seguro e Eunápolis, o casal Cláudia e Robério Oliveira, foram presos nesta terça-feira (15) durante a ação policial batizada de Operação Fraternos, comandada pela Polícia Federal. Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento do gestor do município de Santa Cruz Cabrália, Agnelo Silva Santos Júnior. Todos eles estão sendo investigados por um esquema de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público. Outros quatro mandados de prisão foram expedidos e foi determinado o sequestro de bens e valores de cerca de R$ 11 milhões dos envolvidos.

Além de Cláudia e Robério, outro homem foi preso em Vitória da Conquista. Os três estão passando por audiência de custódia e o juiz decidirá se o trio irá ao presídio ou para a prisão domiciliar. Outras três pessoas estão foragidas.

Em novembro de 2017, a Operação Fraternos, que contou com a PF e o Ministério Público Federal (MPF), revelou um suposto esquema de fraudes em licitações de três prefeituras do Extremo Sul da Bahia.

Os principais alvos da operação são o prefeito Agnelo Silva Santos Júnior (Santa Cruz Cabrália), e os ex-prefeitos Cláudia Oliveira (Porto Seguro) e José Robério Batista de Oliveira (Eunápolis). Por conta do grau de proximidade entre eles, já que Agnelo é irmão de Cláudia e casada com Robério, a operação recebeu esse nome. A apuração conta com apoio também da Controladoria Geral da União (AGU).

A investigação está concentrada em crimes que aconteceram entre 2008 e 2017. As seis prisões preventivas desta terça-feira (15) foram expedidas pelo Juízo da Vara Criminal Federal de Eunápolis, a partir de representação encaminhada pelo MPF, e deveriam ter sido cumpridas nos municípios de Eunápolis, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Salvador, mas três suspeitos não foram encontrados e são considerados foragidos.

De acordo com a PF, o grupo criou uma dezenas de empresas de fachadas em nomes de ‘laranjas’ para participarem das licitações; depois, a firma escolhida transferia o dinheiro público para contas operadas pela organização criminosa; por fim, devolviam o dinheiro para os líderes através da compra de imóveis de luxo, quitação de dívidas milionárias contraídas por um dos prefeitos; pagamento de despesas pessoais e a realização de evento.

“Também foi possível apurar no curso da operação que o grupo contava com a participação de vereadores de um dos municípios, destinatários de parte dos recursos desviados, e que, apesar da reiterada reprovação das contas pelo Tribunal de Contas do Município durante os dois mandatos exercidos pelo gestor, eram aprovadas pela Câmara Municipal”, afirmou a PF, em nota.

Os investigados responderão pela prática dos delitos de Corrupção Passiva, Corrupção Ativa, Peculato, Organização Criminosa, Fraude a Licitações e Lavagem de Capitais.

Tags:

Leia também


Notice: Undefined index: bg_img_color in /home/rdsoncom/public_html/wp-content/plugins/convertplug/modules/info_bar/functions/functions.php on line 143