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Explosão em mesquista deixa cerca de 46 mortos e mais de 140 feridos no Afeganistão

Uma explosão em uma mesquita xiita na cidade de Kunduz, no nordeste do Afeganistão, deixou 46 pessoas mortas e mais de 140 feridos, segundo a agência de notícias estatal Bakhtar. De acordo com a Missão da ONU no país, o ataque foi causado por um homem-bomba. A ação aconteceu por volta das 12h (horário local) em um dia que é considerado sagrado para os muçulmanos. Os feridos já estão no Hospital Central de Kunduz e nas instalações da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF).

Apesar de não ter sido reivindicado por nenhum grupo, a ação tem o formato dos ataques do grupo terrorista Estado Islâmico, formado por islâmicos sunitas e que tem um braço ativo no território afegão, o El de Khorasan (Isis-K ou EI-K). Esse mesmo grupo realizou um ataque, há cinco dias, a uma mesquita de Cabul, deixando cinco mortos.

Através das redes sociais, a ONU afirmou que “É o terceiro ataque mortal esta semana, aparentemente visando uma instituição religiosa. O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo incidente de domingo, próximo a uma mesquita de Cabul. Ainda não se sabe o autor do ataque de quarta-feira a uma madrassa em Khost”.

Apesar de ambos serem sunitas, EI e Talibã são inimigos. Desde que os talibãs retomaram o poder no Afeganistão, o EI-K vem realizando ações para confrontar os rivais. Apesar de ambos estarem na mesma vertente islâmica, cada um se considera mais “importante” e detentor dos “saberes” do que o outro. Enquanto os talibãs tem uma visão mais nacional, de criar um “emirado islâmico” no Afeganistão apenas, os membros do EI querem fazer uma dominação ampla, expandindo seus “poderes” pelo mundo.

Além disso, o EI considera os muçulmanos xiitas como “hereges” que devem ser eliminados. O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, informou que “forças especiais” foram enviadas ao local para investigar o caso.

Os xiitas representam 20% da população afegã e são frequentemente alvos de ataques cometidos, na maioria dos casos, pelo braço local do grupo Estado Islâmico, o Estado Islâmico-Khorasan (EI-K).

Foto: Reprodução / Twitter

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