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Fecomércio-BA lamenta saída da Ford da Bahia e avalia impacto social

Após a Ford anunciar na última segunda-feira (11) que irá fechar suas fábricas no Brasil este ano, o município de Camaçari, que possui o maior PIB industrial da região Nordeste, perderá a produção dos automóveis e motores da Ford, por uma decisão da empresa que justifica sendo um reajuste do modelo global de produção.

A Fecomércio-BA lamenta a decisão da empresa que possui uma história centenária com o país e de décadas com o estado da Bahia, com capacidade de produção de 250 mil veículos por ano, todavia, desde a crise de 2015/16, a produção já estava muito abaixo do potencial.

Segundo dados do Caged, do Ministério da Economia, em novembro, havia cerca de 4 mil trabalhadores formais na indústria de fabricação de automóveis em Camaçari. São esses que devem ser afetados pelos desligamentos e imaginando uma média de 3 pessoas por família, é possível ter uma noção que pelo menos 12 mil pessoas devem sofrer com a perda da renda familiar.

O impacto pela saída da Ford é muito maior do que as pessoas podem imaginar, é o que explica o economista da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze. “São atualmente pouco mais de mil trabalhadores formais na indústria de peças e acessórios, sem falar nas indústrias de pneus, tecidos para estofados, entre outros produtos que compõem os veículos e que serão forçados a reduzir a produção ou até mesmo ter a decisão pelo fechamento, caso seja totalmente vinculada a cadeia da Ford”.

Outros impactados serão os trabalhadores terceirizados como os de serviços de limpeza, de alimentação, de transportes, que perderão seus empregos neste momento. “Ou seja, é razoável dizer que pelo menos 6 mil famílias serão impactadas pelo fechamento da Ford em Camaçari”, afirma Dietze.

O economista ainda explica que “o grande problema é que a crise do coronavírus, que impactou e muito a economia nacional e regional e, desta forma, as oportunidades de realocação são cada vez menores. Além de que não há uma indústria automobilística na região para que possa agregar os profissionais que serão demitidos”, completou o economista.

Foto: Divulgação

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