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Fifa denuncia Joseph Blatter por gasto indevido de R$ 720 milhões em museu do futebol

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) entrou com uma ação criminal, nesta terça-feira (22), contra o ex-presidente da entidade, Joseph Blatter, sob a acusação de “gestão criminosa”, envolvendo a construção do Fifa World Football Museum (Museu do Futebol), em Zurique, na Suíça.

A obra foi inaugurada em 2016, após terem sido gastos US$ 140 milhões (equivalente a R$ 720 milhões na cotação atual do dólar) na reforma de escritórios e 34 apartamentos de aluguel.

A Fifa informou que Blatter comprometeu a receita da entidade, ao assinar um contrato de aluguel de um imóvel com a empresa Swiss Life, que exige o pagamento de quase R$ 2 bilhões até 2045, valor que estaria acima da taxa de mercado.

As ações do ex-gestor teriam gerado um desequilíbrio entre receita e despesa, de acordo com um relatório financeiro apresentado pela organização máxima do futebol, que mostra que a Fifa teve prejuízos a cada ano. Em 2019, a despesa do museu era de US$ 6,3 milhões, enquanto a receita era de um pouco mais de US$ 3 milhões. O secretário-geral de Administração da FIFA, Alasdair Bell, emitiu uma nota, afirmando que uma auditória foi instaurada para apurar os fatos.

“Dados os enormes custos associados a este museu, bem como a forma geral de trabalho da gestão anterior da FIFA, uma auditoria forense foi realizada para descobrir o que realmente aconteceu aqui”, disse Bell.

“Essa auditoria revelou uma ampla gama de circunstâncias suspeitas e falhas de gestão, algumas das quais podem ser de natureza criminosa e que, portanto, precisam ser devidamente investigadas pelas autoridades competentes”, completou.

O ex cartola da Fifa, Joseph Blatter, não é réu primário. Ele é investigado em dois processos criminais que apuram crimes de corrupção.

Foto: Reprodução