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Filhote de Baleia Jubarte encalha na praia de Armação, em Salvador

Um filhote de Baleia Jubarte encalhou na manhã desta quarta-feira (17) na praia de Armação, em Salvador. Esse é o segundo registro de encalhe de baleias nesta semana em praias da capital baiana. O primeiro caso ocorreu no domingo (14), onde um filhote de mais de 4 metros encalhou na praia de Ipitanga.

Em entrevista exclusiva à Rádio Sociedade da Bahia, o médico veterinário e coordenador de Pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, informou que estão acompanhando o mamífero e que é comum, nesse período, ocorrer encalhe de baleias no Brasil, onde elas vêm para o país apenas para fase de reprodução.

“A gente está acompanhando esse caso do filho que encalhou na praia da Armação. É um filhote de Jubarte. É comum a gente ter encalhe dessas baleias nesse período que elas estão aqui no Brasil para reproduzir. E os filhotes, que é a fase mais sensível da vida de qualquer mamífero, são os animais que mais encalham”, explicou.

Segundo Milton, um outro veterinário está no local monitorando o animal. Ele disse que quando o veterinário chegou o Corpo de Bombeiros já haviam devolvido a baleia para a água e que o mesmo nadava próximo da arrebentação, que são grandes ondas de retorno, o que torna o mar perigoso para adentrar.

“No caso, a gente está com um veterinário do projeto Baleia Jubarte acompanhando no local, quando ele chegou os Bombeiros já tinham devolvido o animal pra água, e ele estava nadando próximo da arrebentação, mas ele não tinha conseguido passar a arrebentação em direção ao mar. E estava em um local que pela condição de mar a gente não tinha mais acesso a ele. Estava uma condição perigosa para tentar entrar na água a onde ele estava nadando. De qualquer maneira a gente vai continuar monitorando essa história”, disse.

Ele explicou, ainda, que o encalhe de filhote de baleia é uma situação complicada, pois o animal é de grande porte e é inviável levá-lo para um cativeiro para tratamento. Ele explicou também, que os filhotes dependem literalmente da mãe para amamentação, onde esse mamífero mama em média de 100 a 200 litros de leite. O leite é um tipo específico da baleia, que ela mesma produz, e que possui alto teor de gordura, que chega a 40%.

Por esse motivo, a chance de sobrevivência de um filho de baleia é pouca, isso se a mãe ainda estiver por perto para que possam se reencontrar.

“Encalhe de filhote vivo, é sempre uma situação complicada. Quando é um animal de um porte pequeno, como um golfinho, por exemplo, ele pode ser trazido pra cativeiro pra ser tratado. Mas, em uma baleia é inviável a agente trazer uma baleia para tratamento em cativeiro. E o filhote depende nessa fase, completamente da mãe para amamentação dele. E um filhote desse aí, vai mamar mais ou menos, algo entre cem e duzentos litros de leite, mais é um leite com alto teor de gordura, é um leite com cerca de quarenta por cento de gordura, especifico, que a baleia produz. Então, quando se devolve um animal desse pra a água, a chance de sobrevivência dele é se a mãe ainda estiver por perto e ele voltar a se juntar com ela. De qualquer maneira a gente vai está monitorando essa situação e acompanhando e tentando fazer o que for melhor possível para esse animal”, concluiu Milton Marcondes.

Foto: Reprodução / Diego Tavares (Via Twitter)

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