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Fumantes têm 20 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão; especialista faz alerta

Mais de 30 mil pessoas são diagnosticadas com câncer de pulmão por ano no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). O tabagismo é o principal causador da doença e está na origem de 90% dos casos. Além disso, os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver o tumor. Durante entrevista pra o programa Balanço Geral, da Rádio Sociedade, a oncologista Clarissa Mathias falou sobre a importância do diagnóstico precoce da doença.

“Infelizmente os sintomas do câncer de pulmão acontecem no estágio da doença avançada. Nós precisamos fazer um mutirão de conscientização das pessoas contra o tabagismos. Existem estudos que mostram que a detecção precoce do câncer de pulmão leva a uma redução da mortalidade bastante significativa. Ele tem cura se for diagnosticado no estágio inicial. A partir do momento que o câncer não pode ser operado, não podemos curar, mas podemos tratar”, alerta a especialista.

Atualmente, com o avanço tecnológico, a doença possui diversas alternativas de tratamentos. Entre eles, está a cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia fotodinâmica, a laser e a imunoterapia. “O câncer de pulmão foi o que mais avançou em termos de tratamento nos últimos anos. É muito importante que o tratamento seja realizado de forma individualizada, com a avaliação mais adequada”, afirma Clarissa.

A maioria dos pacientes de câncer de pulmão apresentam sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: Tosse, falta de ar, dor das costas, escarro com sangue e dor no peito.

“Existia uma campanha estrutural [contra o câncer de pulmão] muito bem feita durante muitos anos no Brasil. Foi um caso de sucesso no mundo porque nós conseguimos reduzir bastante o número de fumantes. Hoje, infelizmente, existe uma tendência de aumento de tabagismos entre os jovens. O cigarro eletrônico também é uma tendência muito perigosa no Brasil. Muitas vezes os jovens começam a fumar o cigarro eletrônico por brincadeira e termina passando para o cigarro de papel. É um problema sério que precisa ser combatido”, alerta a oncologista.

Foto: Divulgação/Banco Mundial / ONU

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