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Gestantes de Itabuna vão poder definir plano de parto junto a equipes de saúde

As gestantes do município de Itabuna, no sul da Bahia, poderão escolher se farão parto fotografado, o método para alívio da dor e também a posição adotada na hora do nascimento, medidas que podem garantir melhor assistência e uma experiência satisfatória no momento do parto.

A introdução do plano de parto nas unidades básicas de saúde do município (UBS) foi instituída por meio da atuação do Grupo de Trabalho Direitos Sexuais e Reprodutivos, formado pelas defensoras públicas Luanna Lira Ramalho, Cristiane Barreto Nogueira e Juliana Florindo Carvalho, que idealizou a iniciativa.

Contudo, ainda não há data para que a política seja implementada: “Nós estamos em processo de elaboração dos folders informativos, onde também serão construídos os planos de partos. Esse material ainda precisará ser impresso para só então ser distribuído nas unidades de saúde. Como isso ainda envolve um processo burocrático, eu não consigo precisar quando iniciaremos a construção dos planos de parto com as gestantes”, justificou a coordenadora de Saúde da Mulher do Departamento de Atenção Básica de Itabuna, Katiane Reis Andrade.

“Esse é um instrumento de combate à violência obstétrica, pois garante à mulher acesso à informação sobre seus direitos e possibilita que ela se compreenda como dona do seu corpo, com autonomia para fazer suas escolhas. Além disso, traz certa horizontalidade para a relação com o sistema de saúde, já que, geralmente, no momento do parto, ela é muito verticalizada. As mulheres sofrem muita violência, inclusive a culpabilização das suas escolhas”, explica a defensora pública Luanna Lira Ramalho, que também é coordenadora da 4ª Regional da Defensoria Pública em Itabuna.

De acordo com a defensoria, o município de Ilhéus não possui UTI neonatal, por isso os partos de alto risco são encaminhados para Itabuna. Essa realidade motivou a constituição do GT de Direitos Sexuais e Reprodutivos para atuação nas duas cidades.

Tratam-se de dois municípios vizinhos que possuem uma realidade muito similar no que diz respeito à violência obstétrica. Em março de 2021, por meio da Portaria Nº 312, foi instituído o Grupo de Trabalho que tem como público-alvo mulheres em situação de vulnerabilidade no âmbito da prevenção da violência obstétrica.

Itabuna possui mais de 800 gestantes e a realização do plano de parto deve garantir maior segurança, especialmente para aquelas que vão dar a luz pela primeira vez.

Com informações de Silmara Sousa, correspondente da Rádio Sociedade em Itabuna.

Foto: Arquivo / Agência Brasil

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