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Governo deve prorrogar auxílio emergencial por mais três meses

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo deve prorrogar o auxílio emergencial por mais três meses. Segundo ele, a decisão final sobre o número de parcelas será tomada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pelo ministro da Cidadania, João Roma, que tomarão como base dados mais concretos do Ministério da Saúde sobre o ritmo de vacinação dos brasileiros.

Caso toda a população adulta seja vacinada até o fim de setembro, o auxílio terá mais duas parcelas, mas se a vacinação para pessoas com 18 anos ou mais se estender até o fim de outubro, o benefício terá mais três parcelas.

O governo reeditou em abril o pagamento do auxílio emergencial, com o pagamento de quatro parcelas que variam de R$ 150 a R$ 375. Com a prorrogação, o valor do benefício deve permanecer o mesmo.

Na semana passada, Paulo Guedes afirmou que, ao fim do pagamento das parcelas do auxílio, o governo implementará um novo Bolsa Família, já reformulado.

Em 2021, o auxílio emergencial ficou mais restrito que o do ano passado, sendo pago em quatro parcelas, com valores de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo da família e permitindo apenas um benefício por grupo de familares.

São beneficiadas 45,6 milhões de pessoas, 22,6 milhões a menos do que no auxílio emergencial de R$ 600, pago em meados do ano passado (68,2 milhões de pessoas).

Só recebe o novo auxílio quem recebeu no ano passado e, portanto, já está inscrito nos cadastros públicos usados para a análise dos pedidos. Quem não faz parte dos cadastros não receberá o benefício, visto que não haverá novos pedidos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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