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Grupo de pais de alunos pede volta às aulas presenciais em Salvador e Lauro de Freitas

Há mais de 10 meses com aulas presenciais suspensas – por conta de decreto municipal e estadual devido a pandemia da covid-19 – grupo de pais e representantes de escolas particulares têm realizado manifestações, visando pressionar as secretarias de educação para liberar o retorno das aulas presenciais em Salvador e Lauro de Freitas. O advogado Ricardo Nogueira, um dos líderes do movimento “Volta às Aulas Salvador”, pontua que o decreto de suspensão do ensino presencial tem provocado um grande impacto econômico para as unidades escolares.

“As pequenas escolas estão falindo. As grandes escolas conseguem se mobilizar e fazer um ensino à distância. Mas muitas crianças não têm acesso a internet e o aprendizado é sacrificado. A consequência é a evasão escolar, e consequentemente a falência das pequenas escolas”, pontuou Ricardo.

Outra questão utilizada pelo advogado Ricardo Nogueira, para fundamentar o movimento que pede a volta das aulas presenciais, é a questão do risco social para as crianças que estão fora das unidades escolares.

“Muitas crianças, nas comunidades, ficam expostas ao tráfico de drogas por estarem fora da escola. Muitas vezes há uma exploração do trabalho infantil, pois muitos pais quando não tem com quem deixar as crianças, as levam para trabalhar. Então não dá para imaginar que seja mais prejudicial [para os estudantes] estar nas escolas do que estar nessa exposição ao tráfico de drogas e nas ruas”, disse.

Nesta quinta-feira (21), o Grupo de Valorização da Educação (GVE), que é formado por cerca de 60 escolas particulares em Salvador e Lauro de Freitas, promoveu uma reunião virtual para discutir a temática de retorno às aulas presenciais, na qual foi pontuado a importância do ensino nos espaços físicos das unidades escolares para o despendimento psicopedagógico. A pedagoga, Teresa Brasileiro, defendeu que “na escola a criança constrói sua singularidade”.

“É preciso colocar a educação na centralidade. É preciso entender que é na escola que as crianças, através de seu brincar, de suas atividades, do exercício de se relacionar com o outro, de viver conflitos e saber negociar, que ela cresce e se constrói como sujeito, que ela constrói sua singularidade”, ponderou Teresa Brasileiro, diretora do Colégio Módulo Criarte.

A manifestação desses grupos de pais e educadores tem surtido efeito, pelo menos na capital baiana, onde já se fala em possibilidade de retorno das aulas. O prefeito Bruno Reis (DEM), declarou ontem (21) em entrevista coletiva que a volta às aulas presenciais, em Salvador, deve ocorrer no início de março. O gestor pontuou que antes de tomar a decisão a prefeitura vai analisar os números da pandemia e elaborar um protocolo de saúde para ser aplicado nas unidades escolares.

“Posso dizer é que se houver alguma possibilidade de retorno, isso depende de números da pandemia, é algo para a segunda quinzena, mais tardar no iniciozinho de março. Vai haver uma reunião da nossa equipe de governo com os representantes das escolas particulares nesta quinta, onde estarão sendo definidos protocolos e serão discutidos essa previsão de retorno, para que em seguida eu possa, junto com o governador, nós possamos tomar esta decisão”, disse.

Foto: Reprodução.

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