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“Impacto na diminuição da arrecadação”, diz secretária da Fazenda sobre a não realização do Carnaval

A chefe da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Giovanna Victer, disse, em entrevista à Rádio Sociedade, na manhã desta sexta-feira (19), que a não realização do Carnaval de Salvador em 2022 terá impacto na diminuição da arrecadação e da circulação de dinheiro na cidade. Além disso, ela explicou qual a atuação da Sefaz durante a festa.  

“Nós regulamos o que a prefeitura arrecada e o que a prefeitura gasta. Nós organizamos as finanças do município. E no Carnaval, o período do verão, a gente tem muita receita, muito turista, muita movimentação nos restaurantes, então a gente arrecada bastante nesse período”.

“Em 2021, a gente percebeu uma diminuição muito grande na nossa receita no período do verão pela não realização do Carnaval. Então, de fato, tem um impacto na diminuição da arrecadação e da circulação de dinheiro na cidade. Não é só o que a prefeitura coloca dentro do seu caixa. Mas para nós é importante que as pessoas tenham renda e que consigam movimentar a economia”, destacou.

De acordo com a secretária, a capital baiana vai perder uma vantagem competitiva para outras cidades que tradicionalmente realizam a festa. “E a quantidade de pessoas envolvidas, da empregabilidade e da renda que o Carnaval traz para cidade nós vamos perder caso esse assunto se confirme. E, de fato, Salvador não terá e nós perderemos uma vantagem competitiva para outras cidades que tradicionalmente realizam Carnaval e que realizarão”.

“Agora nós temos que imaginar que o Carnaval de Salvador é um destino e existem outros destinos também. Então a Salvador vai ficar de fora do destino Carnaval”, completou.

Questionada sobre quanto a prefeitura vai deixar de arrecadar com a não realização da festa momesca, a secretária disse que, em 2021, “chegou a cerca de R$ 25 a 30 milhões só em fevereiro”. “`Para a gente não contar todo o impacto que isso traz para o verão todo”.

“Se a gente for pensar que a pessoa vem para o Carnaval, mas ela também vai para uma praia perto, fica mais dias, volta ou vai passar o Carnaval em uma praia da Bahia e depois passa uns dias em Salvador, não necessariamente no Carnaval, então eu acredito que cerca de R$ 30 a 40 milhões. Isso que a cidade vai deixar de colocar para dentro, mas o que mais me preocupa não é nem o que é colocado para dentro, é o que a gente deixa de movimentar. Porque a nossa intenção é que a cidade gere renda, prosperidade, empregabilidade e essa é uma oportunidade que está sendo tirada do soteropolitano”, finalizou.

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