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Incra repudia ocupação do MST no centro de pesquisa cacaueira no sul da Bahia

O superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária da Bahia (Incra), Paulo Emmanuel Alves, repudiou, nesta sexta-feira (4), a ocupação feita por cerca de 300 integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) em uma propriedade de Itabela, no sul da Bahia. No local funciona a Estação de Zootecnia do Extremo Sul da Comissão Executiva Plano de Lavoura de Cacau (CEPLAC).

De acordo com Paulo, o Incra está trabalhando para identificar os responsáveis. “Buscamos fazer a identificação dessas pessoas justamente para que elas não possam receber as políticas públicas relacionadas ao Programa Nacional de Reforma Agrária”, afirmou, em entrevista à Rádio Sociedade.

Paulo enfatizou que as famílias que invadem terra e estabelecimentos públicos e que “causam uma celeuma”, o Incra busca identificar “justamente para deixar no cadastro para extirpar do PNRA”.

“É uma forma que o Incra utiliza, inclusive, para coibir [as invasões]. No passado não era feita, por isso que muitas invasões ocorriam. Hoje, acontecem pouquíssimas invasões de terra na Bahia. Não só na Bahia, digo no Brasil como um todo. Até porque as famílias têm muita consciência disso. Nós percebemos que, muitas vezes, as famílias são manipuladas. […] Nós repudiamos, veementemente, essas invasões. Obviamente ferem a ordem democrática de direito. Nós vamos identificar esses invasores”, ressaltou.

Contudo, o superintendente pontuou que Incra não consegue cobrir todo o estado da Bahia. “Se eu disser que nós vamos cobrir 100% do estado da Bahia eu estaria sendo irresponsável e leviano”, destacou.

Foto: Divulgação / MST

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