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Indígenas protestam em Brasília contra “marco temporal” para demarcação de terras

Indígenas de diversas regiões do país protestaram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta sexta-feira (27), contra o chamado “marco temporal” para a demarcação de terras.

Na quinta (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar se demarcações de terras indígenas devem seguir o chamado “marco temporal”, que pelo critério, índios só podem reivindicar a demarcação de terras nas quais já estivessem estabelecidos antes da data de promulgação da Constituição de 1988. O tema entrou em pauta de julgamentos no STF, na quinta-feira, mas foi adiado para o dia 1º de setembro.

Por volta das 11h30, os manifestantes atearam fogo em um papelão, representando um caixão, em frente ao Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes. Nos “caixões” haviam os dizeres “marco temporal, não”, “fora grileiros” e “condenação ao genocida”. O Corpo de Bombeiros precisou ser acionado para apagar as chamas. Ninguém ficou ferido.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está fora de Brasília e cumpre agenda em Goiânia (GO). A Polícia Militar do DF acompanhou o protesto e chegaram a bloquear o trânsito na via S1, mas a via já foi liberada. O ato terminou às 12h, com o grupo de volta ao acampamento montado próximo ao Teatro Nacional.

Julgamento adiado

De acordo com o cacique Marcos Xukuru, de Pernambuco, o grupo ainda não decidiu se o acampamento será desmobilizado neste sábado, ou se continuará em Brasília até a próxima quarta-feira (1º), até a retomada do julgamento do marco temporal no STF. “Mas mesmo assim, até quarta todas as frentes estarão unidas e mobilizadas. Se não for em Brasília, será nas nossas terras”, diz.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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