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Lazzo Matumbi fala sobre sua volta aos palcos e critica a mudança do carnaval de Salvador

O cantor, compositor e ativista brasileiro, Lazzo Matumbi, participou do programa Conexão Sociedade na manhã desta sexta-feira (29), sob o comando da apresentadora Silvana Oliveira, para falar sobre música e carnaval.

Lazzo falou sobre a sua volta aos palcos, afirmando que a saudade o motivou a voltar a cantar nos palcos. Ele disse que estava com vontade de encontrar os amigos e de fazer um som.

“É a saudade. Esse tempo que a gente ficou parado, sem encontrar ninguém. Então bateu a vontade de encontrar os amigos, fazer um som, onde os amigos pudessem ir reencontrar os outros, abraçar e dizer: estava com saudade de você. Acho que essa coisa de reencontro é mais que necessário pra gente”, disse o artista.

Em um tom bem empolgado, ele falou sobre a sua euforia e ansiedade pela volta aos palcos, em encontrar as pessoas e dançar modas da casa.

“Eu estou assim, eufórico, porque basicamente vai ser a minha volta aos palcos. Eu estou ansioso para encontrar essa galera para dançar modas da casa”, completou Lazzo, em tom bem humorado.

Segundo Lazzo, ele fará um show bem dançante, para que as pessoas possam matar a vontade de estar juntas e poder expressar o amor uma pelas outras.

“Eu vou fazer um show dançante, eu não quero ninguém parado, eu quero um som onde as pessoas possam transitar e encontrar com outras dançando, matar a vontade de estar juntos, olhando para outro com alegria, com vontade de estar ali, dizer assim: quanto tempo eu não vejo você, quanto tempo eu não te dou esse abraço, quanto tempo eu não digo eu te amo. Essa coisa pra gente, é necessário”, declarou o músico.

Ainda de acordo com Lazzo, a pandemia deixou as pessoas desligadas, sentindo falta em demostrar os seus sentimos, em dizer o quanto sente saudade, o quanto gosta, e que a música proporciona essa junção de forma descontraída.

“Eu acho que a pandemia nos deixou um pouco desligado, e a gente está, no fundo, no fundo do coração, sentindo essa falta, de olhar para o outro e dizer assim: eu estava com saudade de você. Eu queria te abraçar. Eu queria te dizer o quanto é bom ser seu amigo. O quanto é bom gostar de você. Então, eu acho que a música pode proporcionar essa junção de forma descontraída, sem compromisso nenhum, só pra gente se encontrar, curtir, matar a saudade e dizer assim: estamos de volta”, destacou Lazzo.

Lazzo falou também que ainda fica assustado em relação ao vírus, mas a vontade de fazer música é grande, e quando estava ensaiando com a sua banda, estava se sentindo uma criança.

“Eu por exemplo, ainda fico meio assustado. Mas essa vontade de fazer a música, pra mim é tão grande, que ontem (28) no ensaio, eu estava falando para os meninos, eu me sinto uma criança, voltando a ensaiar, preparar tudo, ver que essa música pode chegar no ouvido das pessoas, e as pessoas ficarem emocionadas, isso me dá uma coisa, um calor por dentro, muito bacana”, pontuou.

Já sobre a mudança do carnaval, ele afirmou que o carnaval da Bahia é separatista e excludente, que é preciso um reencontro para uma conversa para discutir essa questão.

“Eu tenho uma opinião que é meio polêmica, porque eu acho que o carnaval da Bahia, ele é um carnaval separatista, excludente e que a gente precisa reconversar, reencontrar, para discutir a questão do carnaval”.

Disse ainda que a criação de outros circuitos não resolve nada, pois os circuitos tradicionais não são resolvidos e que a mudança é mais uma separação onde o povo não tem acesso.

“Um terceiro circuito ou um quarto circuito, pra mim não resolve nada, se a gente não resolve os circuitos tradicionais. Como o carnaval é um carnaval separatista, obviamente leem-se que, essa tentativa de levar para um outro circuito, é mais uma separação, onde o povo não tem acesso”.

Lazzo garantiu que é saudosista e gosta do carnaval antigo, sem regra e que na sua opinião, quando começa a organizar demais, acaba desorganizando.

Então assim, pra mim, eu continuo naquela velha história, eu sou saudosista, eu gosto daquele carnaval antigo, sem regra, sem nada, onde as pessoas saem, curtem, e saem para serem felizes. Sem monitoramento de que tem que sair naquela hora, de ter que entrar ali porque não pode. Não, saia à vontade. Saia para ser feliz. Saia para fazer amigos. Era isso o carnaval. Não tinha critérios. Era espontaneidade pela espontaneidade. Então, eu acho que, quando começa a organizar demais, desorganiza”, explicou.

Acompanhe a entrevista completa em nosso canal do Youtube:

Fotos: Anderson de Almeida / Rádio Sociedade da Bahia   

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