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Léo Prates critica distribuição de doses contra Covid-19: “não falta dinheiro, falta vacina”

O secretário municipal de Saúde de Salvador, Léo Prates, avaliou o ritmo da vacinação na capital baiana, em entrevista ao programa Sociedade Urgente, da Rádio Sociedade, na manhã desta terça-feira (29).

De acordo com o gestor, houve uma divergência no critério para a distribuição das doses realizada pelo Ministério da Saúde, pelo fato de cidades como São Luiz e Manaus terem sido priorizadas pela crise e. “No momento, só temos 10 mil doses, que já estão reservadas para a população em situação de rua. O ritmo da vacinação em Salvador é excelente, dentro das entregas, mas poderia ser melhor. Esse critério é equivocado, e vem trazendo prejuízos imensos para Salvador”, pontua.

Com 53% da população total vacinada, totalizando 1.046.825 pessoas, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Salvador iniciou, nesta terça, a imunização da população em situação de rua, que acontece em cinco pontos da capital baiana entre às 8h e às 16h. 

Alvo de questionamentos por parte da população, Prates explicou a escolha do imunizante da Janssen, que possui dose única para esse público em específico. Segundo ele, a vacina foi escolhida por estratégia, e também pela dificuldade de localização nesse grupo. Ainda conforme o secretário, a expetativa é vacinar até sete mil pessoas nas próximas 24h.

A decisão de iniciar a vacinação no grupo de 12 a 17 anos, foi outro ponto abordado pelo secretário durante a entrevista, que justificou a decisão com base no avanço nas taxas de contaminação entre a população mais jovem. “Na primeira onda, cerca de 70% da população internada era de idosos. A partir do início da vacinação, essa taxa caiu 26% e o número de adultos internados, de 30 a 49 anos, cresceu 39%”, conta.

Projeções

Por fim, Prates revelou suas projeções para a conclusão do processo de imunização na capital baiana. “Na minha conta, entre dezembro e janeiro, podemos finalizar a imunização de todos já com a 2° dose se ministério [da Saúde] cumprir o cronograma das doses. Me posicionei contra nesse primeiro momento, mas pode acontecer a compra de vacinas pela iniciativa privada. Não está faltando dinheiro, está faltando vacina”, concluiu.

Foto: Max Haack / Secom

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