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Leo Prates diz que Salvador recebeu apenas 12,7 mil doses contra Covid para crianças

O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, demonstrou frustração diante do número de vacinas contra Covid-19 para as crianças que a capital recebeu do Governo do Estado. O gestor disse que a prefeitura esperava receber 50 mil doses, mas foram destinadas apenas 12.700 doses.

“Infelizmente, a prefeitura de Salvador está neste momento muito frustrada. Nós tínhamos preparado o maior dia da criança do Brasil. Nós esperávamos receber mais de 50 mil doses, temos capacidade para vacinar entre 50 e 60 mil pessoas em um único dia. Eu não estou dizendo que a gente vai fazer, eu disse que até a gente se superou. Por exemplo, na vacina da gripe esse ano nós vacinamos 74 mil pessoas em um único dia”, relembrou, em entrevista à Rádio Sociedade, na manhã deste sábado (15).

De acordo com Prates, as poucas doses de vacinas contra a Covid para a imunização infantil “prejudica muito o trabalho” da SMS. “Ontem, a gente teve que ficar até 1h da manhã redesenhando o número de postos. Inclusive algumas pessoas nas redes sociais têm se manifestado pelo baixo número de postos. O baixo número de postos é por causa do baixo número de doses. Não adiante eu abrir um posto para colocar dez doses. Então, a gente espera que na próxima remessa Salvador possa ser comtemplada dentro do critério justo, porque a Bahia recebeu 88 mil doses. Salvador representa cerca de 20% da população, isso dá algo em torno de 16 a 17 mil doses e nós só recebemos 12.700 doses. Então a gente espera que dá próxima vez a gente possa estar recebendo mais vacinas dentro do critério mais justo”, continuou.

Leia também: Salvador: vacinação contra Covid para crianças de 11 anos começa neste sábado (15)

Logística

O chefe da SMS ressaltou que, pelo critério estabelecido, é a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) que estabelece a divisão das vacinas. “Cabe ao governo federal entregar as doses. O governo federal entregou à Bahia 88 mil doses, que não é muito também, mas cabe à Sesab o planilhamento e a distribuição pelos municípios. Então, das 88 mil doses, no nosso entendimento, o critério mais justo é o critério populacional. […] Fica aqui o nosso lamento de não poder fazer mais pelas crianças de Salvador porque foi adotado um critério que, na nossa opinião, não é justo”.

Em nota, a Sesab disse que a “distribuição das vacinas foi feita de acordo com critério populacional”. “Foi tudo acordado na reunião da Comissão Intergestores Bipartite”, diz o texto.

“Não tem planejamento”

Questionado sobre como vai ser feita a conciliação da vacina contra a Covid e outros imunizantes da faixa etária – 5 a 11 anos –, Leo Prates pediu desculpas à população e disse que “não tem planejamento que resista ao que está havendo”. “Primeiro, eu sempre disse a vocês que quando a Covid cai, parte das pessoas deixa de se vacinar. Nós estamos com 600 mil pessoas [com esquema vacinal] atrasado. Não há planejamento que resista a 600 mil pessoas. E não há como deixar de ter fila. Somado a isso, há uma séria de regramentos que nos prejudicam”.

“O primeiro regramento que nos prejudica é o regramento de que onde há testagem, não pode haver vacina. Só para se ter uma ideia, nessa regra eu já perco 52 postos de saúde podendo vacinar. Segundo problema: com a confusão de vacinas no Rio de Janeiro em São Paulo – pessoas foram se vacinar da gripe e acabaram vacinadas da Covid, outras foram se vacinar da Covid e acabaram se vacinando da gripe -, a gente separou os postos de gripe e de Covid, o que também tira a metade do sistema. E para terminar, nós estamos com o maior nome de atestados da história de profissionais de saúde adoentados, são mais de 2.200. Então, eu peço desculpa à população, mas o cenário, para nós, está muito difícil, mas nós não vamos ficar aqui chorando, nós vamos enfrentar o desafio”, completou.

Foto: Divulgação / Secom / PMS

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