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Marcelo Oliveira diz que as aulas presenciais não podem esperar por vacina

O secretário municipal de Educação e ex-prefeito de Mata de São João, Marcelo Oliveira, informou em anúncio à imprensa sobre os planos prioritários para retomada das aulas presenciais na cidade de Salvador de uma forma segura para alunos, familiares e professores.

Por conta da pandemia, o ano letivo foi atípico e precisou ser readaptado. Em alguns casos, as aulas em escolas e faculdades tiveram os calendários reajustados. O secretário comentou sobre as dificuldades enfrentadas pelos alunos por conta do ensino à distância, o que acabou prejudicando o aprendizado.

“O primeiro degrau que temos para vencer é o retorno das aulas presenciais. Tivemos um 2020 quase todo remoto e esse modelo tem uma limitação de não atender aquelas crianças que estão em situação de maior vulnerabilidade. Se tínhamos crianças com baixo desempenho dentro do ambiente escolar, na presença do professor e com todo o aparato dos profissionais na escola, imagina como vão desempenhar sozinhos em casa e com pouca assistência em um ensino remoto? É uma modalidade válida, mas eu entendo que é mais funcional para níveis mais superiores da educação. Na fase escolar, ela pode funcionar como complemento e não como a base do ensino”, avaliou o secretário.

Segundo Marcelo, o retorno das aulas não deve ser condicionado a uma possível vacinação da população.

“Precisamos voltar para a modalidade presencial o mais rápido possível. Não há possibilidade de esperarmos uma vacina ou a imunização da população para que se retornem as aulas. Precisamos vacinar pelo menos 60% da população para conseguir controlar a cadeia de disseminação do vírus e isso não vai acontecer da noite para o dia. Creio que isso só vai acontecer lá para o segundo semestre, então seria mais um ano perdido se não voltarmos às aulas, desde que possamos garantir a segurança dos envolvidos”, disse.

Dentro do planejamento estratégico do secretário para esse retorno, está a prioridade das classes mais jovens para as mais velhas para o ensino presencial.

“Tive um encontro muito produtivo com o secretário estadual de Educação, e temos o propósito de elaborar esse protocolo e discutir isso com a sociedade, no caso a categoria dos professores e as famílias. Vai depender de como essa pandemia se comporte e vamos ouvir os órgãos de saúde. Não vamos tomar uma decisão apenas da educação”, finalizou.

Foto: Reprodução

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