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Mariana Ferrer: Justiça decide, por unanimidade, absolvição de empresário acusado de estupro

Por unanimidade, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou a absolvição do empresário André de Camargo Aranha, de 44 anos, acusado de estuprar a promotora de eventos Mariana Ferrer, de 25 anos.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o julgamento do recurso pedido pela defesa após a decisão em 1ª instância aconteceu nesta quinta-feira (7). Os três desembargadores que analisaram o caso, Ana Lia Carneiro, Ariovaldo da Silva e Paulo Sartorato, consideraram que a decisão de absolver devia ser mantida por falta de provas.

A primeira decisão foi de setembro do ano passado, pelo juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, mas ainda é possível recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ou Supremo Tribunal Federal (STF).

Mariana Ferrer acusou o empresário de dopá-la e depois estuprá-la durante uma festa no Café de La Musique de Florianópolis, em 2018. Ela afirmou que era virgem.

André Camargo nega o crime e diz que Ferrer praticou sexo oral nele, somente, e de maneira consensual. Ele foi investigado por suspeita de estupro de vulnerável. A perícia chegou a encontrar sêmen do empresário e sangue dela no exame de corpo de delito. Também ficou constatado que o hímen dela havia sido rompido.

Já o exame toxicológico não encontrou nenhuma droga, incluindo álcool. A defesa alegou que a possibilidade de uso de outras substâncias como ketamina não ficou descartada.

O caso ganhou repercussão na internet após a denúncia de Ferrer e também depois que o advogado de Aranha atacou a jovem durante uma audiência. Ele exibiu fotos das redes sociais de Ferrer, classificadas por ele de “ginecológicas”. “Também peço a Deus que meu filho não encontre uma mulher que nem você”, disse.

Por conta disso, em março desse ano a Câmara aporvou o projeto de lei Mariana Ferrer, que pune ofensas à vítima durante um julgamento. Na última semana, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu um processo para investigar a conduta do juiz Rudson Marcos na audiência em questão.

Foto: Reprodução

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