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Ministro do Meio Ambiente põe como meta redução em 50% das emissões de gases

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, apresentou, na manhã desta segunda-feira (1º), a meta de reduzir 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2030, além da neutralização de carbono até 2050. A proposta foi apresentada durante pronunciamento feito em Brasília, que foi transmitido na COP26, a 26ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em Glasgow, na Escócia.

“Apresentamos hoje uma nova meta climática, mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030; e de neutralidade de carbono até 2050, que será formalizada durante a COP26”, disse.

“Reforço nossos compromissos com a geração de uma economia neutra em emissões de gases de efeito estufa, mas ao mesmo tempo garantindo geração de empregos e renda”, completou.

A realização das metas foi condicionada pelo ministro à entrada de dinheiro. “Financiamento é urgente para que o mundo possa fazer frente aos desafios apresentados. É fundamental que tenhamos robustos volumes, e nas quantidades necessárias, para que a transição e a construção desta nova economia ocorram de forma justa, em cada região do planeta”.

A proposta do governo, inicialmente, era apresentar uma redução entre 45% e 48% das emissões até o final da década e ainda era esperado que o Brasil não firmasse qualquer decisão relacionada à neutralização de carbono até a metade do século.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contudo, disse que a proposta para os próximos anos é “transformar o Brasil em uma potência verde”.

De acordo com o relatório anual do Observatório do Clima, houve um aumento de 9,6% em 2019, em relação a 2019, na emissão de gases poluentes. Em 2020, a emissão de gases de efeito estufa sofreu um aumento de 9,5%.

Conforme o relatório publicado neste ano pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima, o Brasil “foi na contramão do resto do mundo, tornando-se possivelmente o único grande emissor do planeta a verificar alta” em 2020.

Ainda segundo o relatório, a principal causa para essa elevação foi o desmatamento, especialmente na Amazônia e no Cerrado. O SEEG ainda constatou que as atividades rurais, como a agropecuária e mudanças no uso do solo foram responsáveis pela maior fatia das emissões de gases de efeito estufa do Brasil no período, sendo 46% do total bruto, ou 998 milhões de toneladas de CO² equivalente.

Foto: Lincoln Siebra/MRE

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