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Moradores da Ilha de Maré denunciam fraude em eleição de associação comunitária

Moradores da Ilha de Maré, localizada no município de Salvador, na parte central da Baía de Todos os Santos e próxima à Baía de Aratu, realizam, na tarde desta quarta-feira (14), um protesto no bairro da Federação após a associação comunitária da região ter passado a ser comandada por uma mulher, de nome Eliete, e sua família.

De acordo com os integrantes da Associação de Moradores, Pescadores e Marisqueiras de Ilha de Maré, Porto dos Cavalos, Martelo e Ponta Grossa, uma eleição estava sendo realizada para que fosse escolhido um novo líder da comunidade, o que ocorreu. A mulher, contudo, teria feito uma votação à parte, coletando 25 votos e determinando sua liderança sem dar o poder de escolha aos habitantes do local.

Ainda segundo os manifestantes, as únicas pessoas que votaram em Eliete faziam parte da mesma família. As assinaturas que constavam como voto foram entregues ao Cartório Santos Silva, na Tancredo Neves, registrando a liderança da comunidade.

“A própria comunidade desconhece a eleição porque não existiu. Queremos que as autoridades públicas nos deem atenção para poder resolver esse problema”, protestou Darci Oliveira de Jesus, uma das moradoras que ajuda a associação.

Conforme Agnaldo Ferreira de Jesus, também morador da região, a família da suspeita trocou as fechaduras da sede da associação para que mais nenhum participante do grupo adentre o local.

Agnaldo também conta que o caso já chegou à Justiça, mas, até o momento, nada foi resolvido. “Estamos nessa luta na Justiça, fizemos nossa eleição mas ela registrou a dela falsa (…) Não é uma família que vai comandar nossa comunidade. Existia um grupo de liderança, hoje só a família quer comandar”, diz.

Luzia Bispo de Araújo, também participante da associação, solicitou ainda que os integrantes pudessem dialogar com um representante da Petrobras. De acordo com ela, a empresa concedeu um benefício que faz parte do Programa Cozinhas Comunitárias, onde as três comunidades – de Porto dos Cavalos, Martelo e Ponta Grossa – são contempladas com equipamentos públicos que possuem capacidade mínima de produção de 100 refeições diárias que são distribuídas para a população considerada em situação de miséria ou pobreza.

Esse benefício, porém, para Luzia, está sendo utilizado pela família de Eliete “para outros fins” não especificados. “Estão querendo nos deixar de fora, querendo colocar só os seus e nós pedimos ajuda, não aguentamos mais ver nossos direitos atropelados”, apela.

Foto: Sociedade Online

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