O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Com a decisão, publicada nesta segunda-feira (2), o ex-presidente permanece detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
Ao justificar a decisão, o ministro destacou que Bolsonaro tem recebido uma série de direitos durante o cumprimento da pena na unidade militar. O magistrado também considerou relatórios sobre as condições de saúde do ex-presidente e informações prestadas pela instituição responsável pela custódia.
Na decisão, Moraes apontou ainda que a quantidade de visitas recebidas por Bolsonaro nos últimos dias indica que ele mantém atividade política intensa e apresenta boas condições físicas e mentais. Segundo o ministro, registros mostram visitas frequentes de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, o que reforçaria os laudos médicos sobre o estado de saúde do ex-presidente.