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Nelson Pelegrino minimiza impactos da desativação do trem do subúrbio: “O problema principal não é a tarifa”

Pescadores e marisqueiras realizaram um protesto na antiga estação de trem do bairro de Paripe, em Salvador, nesta manhã (4). A manifestação teve como objetivo reivindicar a desativação dos trens do subúrbio para a implantação do Veículo Leve de Transporte (VLT).

Com a alteração do sistema de locomoção destes trabalhadores, muitos vêm encontrando dificuldades para se locomover e ir trabalhar. Isto porque, antes com o funcionamento do trem o valor custeado por eles era R$ 0,50, com a utilização dos ônibus passam a ter um gasto de R$4,40, o que corresponde a quase 10 vezes o valor anterior.

Durante entrevista realizada nesta quarta-feira (4) ao Balanço Geral, o secretário da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Nelson Pelegrino, contou que a desativação do sistema ferroviário já estava prevista para acontecer devido a vida útil e falta de manutenção.

“O trem sempre trouxe modernidade pro subúrbio, como eu acho que o VLT também vai trazer. (…) Antes de paralisar, nós fizemos um estudo sobre quem era transportado pelo trem. E este estudo mostrou que pescadores e marisqueiros não alteravam, até porque temos informações de que eles trabalham e comercializam em torno do subúrbio”, disse.

O secretário explicou também sobre como ficará a situação das famílias que residem na área próxima ao local onde vai acontecer as obras. Segundo ele, haverá desapropriações onde houver edificações construídas próximo a via que comprometa a drenagem ou por questão de segurança.

“Essas casas não poderiam ter sido construídas, houve uma falta de fiscalização do Poder Público no passado. Não haverá nenhuma desapropriação que não seja por critério justo e negociado (…) Como o Banco Interamericano é um dos financiadores do projeto, ele estabelece um ‘plus’ no processo desapropriatório, então podem ficar despreocupados (…) Não há como fazer uma obra pública sem ter nenhum tipo de impacto”, informa.

Ainda de acordo com Pelegrino, o maior problema enfrentado não é a questão financeira destes trabalhadores, mas o cheiro dos frutos do mar que exala no transporte coletivo.

“O problema principal não é a tarifa. A ideia é fazer com que as poucas pessoas que vão para São Joaquim ou adiante possam ter um recipiente para que possam entrar no ônibus”, frisa.

Foto: Panrotas/ Emerson Souza

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