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Nelson Teich depõe na CPI da Covid

A CPI da Covid ouve na manhã desta quarta-feira (5), o ex-ministro da Saúde Nelson Teich. Ele assumiu a pasta em abril de 2020 no lugar de Luiz Mandetta, mas ficou no cargo apenas por 28 dias.

Na época da sua demissão, foi divulgado que o ministro não concordou com a ação do Governo Federal em mudar o protocolo do Ministro da Saúde, no sentido de indicar o uso da Cloroquina para pacientes com covid-19. Os membros da Comissão devem questionar o motivo do ministro permanecer por tão pouco tempo no cargo, e se houve ingerência da presidência da República no enfrentamento da pandemia.

O depoimento de Teich estava marcado para ontem (4), mas precisou ser reagendado por conta do prolongamento da audiência com o ex-ministro Luiz Mandetta. O primeiro depoente disse que o governo federal tentou mudar a bula da cloroquina com o intuito de atestar sua eficácia no tratamento da covid. Mandetta afirmou também, que os médicos que defendem o tratamento precoce com medicamentos sem eficácia, têm interesses comerciais.

Assista ao vivo a sessão:

Pontos a serem investigados na CPI:

A comissão vai apurar se houve negligencia do governo federal no planejamento para a compra de vacinas contra a covid-19; a adoção de protocolos de tratamento precoce da covid-19 com medicamentos cuja eficácia foi questionada por grupos médicos; se houve descaso do presidente da República no sistema de saúde do Amazonas, o que resultou em desabastecimento de oxigênio hospitalar.

A CPI da Covid-19 terá um prazo de 90 dias, que pode ser prorrogado, para a conclusão das investigações. Os membros devem ouvir especialistas das áreas científicas como médicos, infectologistas, microbiologistas, etc, para fundamentar o relatório de investigação. Serão convidados para prestar depoimentos e acareações (quando houver desencontros de falas), técnicos e gestores envolvidos na gestão da pandemia, e os ex-ministros da saúde do governo Bolsonaro.

Composição da CPI da Covid-19 no Senado:

Titulares

1. Eduardo Braga (MDB-AM)

2. Renan Calheiros (MDB-AL)

3. Ciro Nogueira (PP-PI)

4. Otto Alencar (PSD-BA)

5. Omar Aziz (PSD-AM)

6. Tasso Jereissati (PSDB-CE)

7. Eduardo Girão (Podemos-CE)

8. Humberto Costa (PT-PE)

9. Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

10. Marcos Rogério (DEM-RO)

11. Jorginho Mello (PL-SC)

Suplentes

1. Jader Barbalho (MDB-PA)

2. Angelo Coronel (PSD-BA)

3. Marcos do Val (Pode-ES)

4. Zequinha Marinho (PSC-PA)

5. Luiz Carlos Heinze (PP-RS)

6. Rogério Carvalho (PT-SE)

7. Alessandro Vieira (Cidadania-ES)

Foto: Júlio Nascimento/PR