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“O comércio deve respirar por aparelhos em 2022”, avalia consultor econômico da Fecomércio-BA

Período de aquecimento no comércio, as datas festivas no final de 2021 devem simbolizar uma evolução nas vendas. Com a redução nas taxas de contaminação pela covid-19, a tendência é que o setor registre bons números.

De acordo com a projeção da Federação do Comércio do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), o comércio varejista do estado deve faturar mais de R$ 12 bilhões em dezembro.

No entanto, para o consultor da associação, Guilherme Dietze, em entrevista à Rádio Sociedade, na manhã desta segunda-feira (6), o próximo ano deve exigir mais cautela.

“Existe um otimismo neste final de ano, com a injeção do 13° salário, mas  o  comércio deve respirar por aparelhos em 2022. Então, vamos comemorar, mas o ano que vem é de muita tensão”, explica.

Ainda conforme a estimativa da Federação, o setor que deve registrar o maior crescimento é o de vestuário, tecidos e calçados, com 16,8%. Segmento notável, historicamente, pela busca de presentes.  

Analisando o momento, para o especialista, a população varejista vem sentindo na pele, por conta de fatores como a inflação, gás de cozinha, aumento no preço dos combustíveis, na energia elétrica, em razão de uma desorganização global.

“Imagina que o supermercado ficou fechado durante um tempo. De repente ele abre, e todo mundo vai comprar arroz.  O preço do estoque vai ficar mais alto, porque a demanda foi alta. Basicamente foi o que aconteceu com a economia global”, conta.

Ressaltando a entrada de 110 mil pessoas no mercado formal, com o direito assegurado ao 13° salário, o consultor avalia que o movimento pode ser considerando com um dos combustíveis no faturamento do setor.

Conforme os dados do cadastro geral de empregados e desempregados (Caged), do ministério da economia, a Bahia possui atualmente 1,8 milhão de trabalhadores com carteira assinada, 100 mil a mais do que em relação a 2020. ou seja, um contingente maior de pessoas que deve receber o 13º salário.

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

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