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O hospital e a prisão: dois quartéis de uma campanha eleitoral imprevisível

AGÊNCIA EFE

O primeiro turno da campanha eleitoral brasileira chega a seu fim neste sábado, após mais de um mês de embates e de uma estratégia comandada do hospital pelo candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro e da prisão por Luiz Inácio Lula da Silva, que guiou atrás das grades todos os passos do seu afilhado político, Fernando Haddad.

A disputa pela Presidência começou há mais de um mês com Lula como líder nas sondagens com 40% das intenções de voto, apesar de sua prisão, mas termina este sábado sem o ex-presidente nas eleições e com Bolsonaro à frente.

Da prisão na cidade de Curitiba, onde se encontra desde 7 de abril, Lula, que presidiu o país de 2003 a 2010, capitalizou a atenção mediática durante as primeiras semanas de campanha, e de lá escolheu Haddad como o seu sucessor quando foi inabilitado.

Encurralado pela Justiça, Lula deu um passo ao lado e permitiu a entrada de sua peça no jogo político, mas de sua cela continuou a calcular cada detalhe do cronograma do Partido dos Trabalhadores (PT), o qual ajudou a fundar nos anos 80.

A troca de Lula por Haddad modificou as peças do tabuleiro e o PT perdeu a liderança nas pesquisas, que passou para as mãos de Bolsonaro, protagonista de um dos incidentes mais convulsos da já imprevisível campanha eleitoral.

Em 6 de setembro, o líder de extrema-direita foi atacado com uma faca de cozinha enquanto era carregado e rodeado por uma multidão de seguidores na cidade de Juiz de Fora, um atentado que o deixou internado durante mais de três semanas.

Do hospital, o representante do Partido Social Liberal (PSL) respondeu às críticas dos seus adversários, discursou ainda na cama e tentou sufocar as polêmicas geradas por alguns dos seus homens de confiança, como o seu colega de candidatura, o general Hamilton Mourão.

No mesmo dia em que recebeu alta, no último sábado, confinou-se em sua casa no Rio de Janeiro e enfrentou uma manifestação de mulheres contra ele, mas os protestos não barraram seu crescimento nas pesquisas, as quais lidera com 32% das intenções de voto.

Jair Messias Bolsonaro reuniu o descontentamento dos brasileiros com a crise econômica, com a corrupção e com 13 anos de gestão do Partido dos Trabalhadores (PT), a quem o militar acusa de ser a causa de todos os males do país.

Seu principal rival nestas eleições, Haddad (com 21% das intenções de voto), tinha guardado a munição contra o capitão para um eventual segundo turno, no qual ambos devem se enfrentar e que ocorreria no dia 28 de outubro, mas nesta quarta-feira o petista “se defendeu” e elevou o tom diante da intensificação dos ataques de Bolsonaro.

Desde que assumiu a candidatura, Haddad tentou deixar para trás seu perfil acadêmico para impulsionar seu papel de militante e conquistar o apoio da esquerda, fortemente dividida nestas eleições.

Seguindo as orientações do seu mentor, o candidato do PT chegou a percorrer as fábricas do cinturão industrial de São Paulo, onde, há quarenta anos, Lula liderava greves de trabalhadores, nas quais ganhou a simpatia da classe operária.

No meio da divisão entre Bolsonaro e o PT, a maioria de seus adversários se ofereceram como uma alternativa para “unir o Brasil” perante o que consideram como uma “radicalização de esquerda e de direita”.

O trabalhista Ciro Gomes, o social-democrata Geraldo Alckmin e a ecologista Marina Silva dividiram as críticas entre a “corrupção do PT” e o “discurso do ódio” de Bolsonaro, defensor da liberalização das armas e com um histórico de declarações misóginas, racistas e homofóbicas.

Gomes, um antigo ministro de Lula e conhecido por sua personalidade inflamável, está em terceiro lugar com 11% das intenções de voto, seguido do social-democrata Alckmin (9%) e da ecologista Marina Silva (4%).

Enquanto Bolsonaro continua em campanha desde sua casa, o resto dos candidatos centrou a reta final de suas atividades no sudeste do Brasil, a região mais rica e industrializada do país e onde o político de extrema-direita lidera.

O militar está à frente no sul, no centro oeste e no norte do país, enquanto o nordeste continua sendo um firme reduto do partido de Lula.

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