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Pazuello é questionado pela PF sobre caso Covaxin

O general do Exército e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi interrogado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29) sobre as suspeitas de irregularidade no processo de compra da vacina indiana Covaxin e sobre a denúncia de prevaricação atribuída ao presidente Jair Bolsonaro, pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão Luis Ricardo Miranda, servidor da saúde. Além da PF, o Ministério Público Federal (MPF) e a CPI da Covid no Senado investigam o caso.

Na época em que a vacina, do laboratório Bharat Biotech, foi negociada, ele era o titular da Saúde. Logo após as suspeitas de irregularidades, o general anunciou a suspensão do contrato. A compra foi intermediada pela Precisa Medicamentos e há indícios de favorecimento a ela nas tratativas com o governo.

A Precisa tem como sócio o empresário Francisco Maximiano, que é apontado como uma pessoa próxima ao deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara. Maximiano é dono também da Global Gestão em Saúde, empresa que já teve contratos com o Ministério da Saúde. A Global é alvo de ação de improbidade administrativa apresentada pela Procuradoria da República no Distrito Federal à Justiça sob a acusação de vender medicamentos de alto custo, mas não entregá-los.

Além disso, em depoimentos, o servidor Luis Ricardo Miranda relatou uma pressão anormal recebida de superiores para que a vacina fosse garantida. A suspeita é que a aquisição da vacina, concretizada em fevereiro, foi feita em tempo recorde, em um momento em que o imunizante ainda não tinha tido todos os dados divulgados. O valor por dose também gerou desconfiança, tendo em torno de R$ 80 (ou US$ 15) a dose. Meses antes, o ministério já tinha negado propostas de vacinas mais baratas do que a Covaxin e já aprovadas em outros países, como a Pfizer, que custava US$ 10 a dose.

A situação piorou quando o deputado Luis Miranda disse ter alertado ao presidente em março sobre as irregularidades. Bolsonaro teria respondido e dito que iria acionar a PF, contudo, a CPI constatou que não houve solicitações nesse sentido para a polícia.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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