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Perigo no mar: Banhistas devem ter mais atenção do que nunca

Mesmo em tempo de sol, o mar pode ser perigoso, e com o tempo de chuvas e ventos fortes, a situação se torna ainda pior, necessitando maior cautela. Não à toa, no último mês, a água das praias “puxou para si” dois jovens, que morreram afogados após passarem dias desaparecidos. Um deles, o adolescente Henri Erique Bacelar, que desapareceu no último dia 25, após entrar no mar na praia de Piatã, e foi encontrado na praia de Jaguaribe, dois dias depois. O outro, Edimundo de Oliveira Neto, de 18 anos, foi encontrado em uma sexta-feira, no dia 23 de julho, na região da Praia do Flamengo, uma semana depois de desaparecer no mar.

Diante desses perigos e sempre atento para alertar à população para que não haja mais vítimas, o chefe do setor de treinamentos do Grupamento de Salvamento Aquático, Dalton Vinhaes, explicou, em entrevista ao programa Balanço Geral, da Rádio Sociedade, sobre os cuidados que os banhistas e surfistas devem ter nas praias.

Vinhaes conta que com a mudança climática e o aumento de volume da maré, as correntes de retorno estão cada vez maiores, apresentando maior risco, e explica: “Quanto maior a quantidade de ondas que estão adentrando à praia, maior vai ser o volume dessa água que vai voltar para o mesmo lado, para o mesmo ponto, que é a inclinação da praia. As praias têm inclinações diferentes. Quanto mais ela volta para esse ponto, mais ela cava e faz uma calha, o que a gente chama de corrente de retorno”.

Ele ainda ressalta que os surfistas devem sempre ir acompanhados às praias. “Em relação ao esporte náutico, seja ele qual for, a gente orienta que as pessoas sempre vá acompanhados. Apesar da experiência, somos humanos e somos passíveis de estar com uma câimbra, um mal súbito, bater com a cabeça, e estar acompanhado é o maior fator de segurança, é primordial”.

Além disso, a existência de bandeiras vermelhas em praias geram muitas dúvidas, algumas pessoas, segundo Dalton, chegam a achar que significam que o banhista pode entrar na água, mas é uma ideia totalmente contrária.

“A bandeira vermelha, onde ela é colocada, significa que é onde tem essa corrente de retorno, então por ser vermelha, ela está dizendo que, naquele dia, a maré é perigosa, mesmo que aparentemente esteja calma. Não é porque tem volume de onda quebrando que não tem corrente de retorno. Lembre-se, pode não estar entrando a onda quebrando, mas está entrando a ondulação, que é aquelas barrigas que ela faz. Ela também vai disparar na areia para voltar na corrente de retorno, então a gente coloca a bandeira exatamente na frente da corrente de retorno (…) ali é o ponto mais perigoso da praia”, afirma.

Não deixando de falar do grupamento, Vinhaes contou que parte da equipe “está chegando em uma idade avançada para exercer a função” e revelou expectativa para que novos salva-vidas cheguem para compor o grupo. ” Vai chegar um momento em que a gente vai precisar de apoio, de mais parte humana. Um concurso público foi realizado já entraram 10 novos e estamos na expectativa de que a prefeitura permita que outros possam ser chamados diante dessa demanda. Esse vai ser o verão da vacina e com certeza a demanda populacional vai aumentar muito nesse verão”.

Os riscos de Covid-19 para os salva-vidas também é enorme. Apesar de a grande maioria deles já terem se vacinado, não é possível para o grupo utilizar equipamentos de proteção contra a doença, já que trabalham dentro da água. “Corremos um risco muito grande, mas não desistimos e cumprimos a missão (…) Infelizmente tivemos uma perda por Covid-19. Ele tinha asma e a Covid deu uma falência renal na internação e, infelizmente, perdemos um guerreiro excepcional”.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros Militar da Bahia

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