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Pesquisa: 75% das doenças infecciosas do mundo são de origem animal, afirma conselheiro do CRMV-BA

Associada muitas vezes somente aos cuidados de animais domésticos, como cães e gatos, a medicina veterinária é também responsável pela promoção da saúde única, que envolve o cuidado ao ser humano, animais e o meio-ambiente, seguindo o padrão adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Atividades como a inspeção de alimentos de origem animal, como carne, leite e mel, em toda a sua cadeia produtiva, seja na criação, abate e até mesmo na venda, realizada em grande mercados, auxiliam na redução no número de doenças causadas por animais.

De acordo com o médico-veterinário e conselheiro do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-BA), José Roberto Pinho, em entrevista ao programa Sociedade Urgente, da Rádio Sociedade, na manhã desta sexta-feira (16), 75% das doenças infecciosas do mundo são de origem zoonótica, ou seja, possui um animal no seu ciclo .

“Todos os produtos que chegam à nossa mesa, precisam passar pelo veterinário. Desde a fazenda, para evitar que o animal não seja exposto a materiais químicos, mas também na indústria, na condução de um abate humanitário para preservar as condições higiênicas e sanitárias do alimento que vai chegar na mesa do consumidor”, conta o especialista.

Ainda conforme o especialista, a agricultura familiar, desenvolvida em grande escala no Brasil, pode ser consumida sem maiores problemas, caso o seu processo seja composto por pessoas esclarecidas, em um ambiente decente.

Situação da categoria na pandemia

Atuando de maneira ativa mesmo durante a pandemia de Covid-19, os médicos-veterinários da Bahia participaram de uma pesquisa para avaliar os impactos da categoria em meio ao período.  Segundo o conselheiro do CRMV-BA, 87% dos médicos do estado tiveram contato direto com casos de Covid-19, 27% deles acabaram contaminados pela doença, sendo que 60% tiveram a forma moderada e grave, com internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), provocando entre 5 e 10 mortes.

“É um número muito elevado, que demonstra a nossa atuação na linha de frente na realização de atividades essenciais. Cerca de 55% dos ouvidos tiveram que manter a rotina presencial, com um aumento na carga de trabalho, seguindo protocolos de saúde como forma de evitar”, revela.

Foto: Divulgação

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