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Petroleiros protestam contra venda de refinaria em São Francisco do Conde

Um grupo de petroleiros realizou um protesto na manhã desta sexta-feira (3), na porta da sede da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador. A manifestação teve como objetivo lutar contra a venda da companhia ao fundo de investimento Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, anunciada na terça-feira (30). A refinaria era controlada pela Petrobras.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindpetro), Jairo Batista, além das questões políticas, a categoria teme a redução nos postos de trabalho e reclama da “falta de clareza sobre como será a relação com a nova gestão da refinaria”.

Jairo ainda diz que a venda da refinaria foi feita de forma irregular, já que está sendo vendida por um preço menor que o avaliado pelos especialistas na negociação.

Batista informou que, além das questões trabalhistas, os petroleiros reclamam que a negociação da refinaria foi finalizada sem definição do Poder Judiciário. A Petrobras, no entanto, disse que o processo seguiu, rigorosamente, a Sistemática de Desinvestimentos aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do Sindpetro, a perda de empregos com a venda da refinaria pode chegar a até 30% dos atuais postos existentes na RLAM. Ao todo, 2.700 trabalhadores atuam na Refinaria, sendo 900 deles concursados e 1.800 terceirizados.

A Petrobras, contudo, negou que a operação trará demissões e afirmam que os empregados poderão optar pela transferência para outras áreas da empresa ou aderir ao Programa de Desligamento Voluntário, com pacote de benefícios.

A empresa compradora assumiu os contratos de prestação de serviço existentes e irá dimensionar os serviços a serem contratados a partir de agora. A gestão da Acelen, empresa criada pelo grupo Mubadala Capital para gerir a refinaria, foi iniciada na quarta-feira (1). Agora, a Refinaria Landulpho Alves passa a se chamar Mataripe.

Foto: Divulgação/Sindpetro

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