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Polícia Civil implanta projeto de “delegacia itinerante” em apoio à mulher

A Polícia Civil promove, entre os dias 14 e 15 de setembro, o 1º Encontro Estadual das Delegacias e Núcleos Especiais de Atendimento às Mulheres. O evento tem o objetivo de ampliar a discussão sobre o atendimento às mulheres vítimas de violência.

A delegada-geral Heloísa Campos de Brito destaca a importância do evento para a qualificação do atendimento oferecido pelas Deam’s e Núcleos. “Essa é mais uma iniciativa para promover a sensibilização e capacitação das profissionais da Polícia Civil, que atendem nas unidades especializadas com recorte de gênero”, pontuou a gestora.

Durante o evento, em entrevista ao repórter Rogério Alves, para o Sociedade Online, Heloísa contou a Polícia Civil está com um projeto de “delegacia itinerante”. Nela, será utilizada uma equipe especializada no atendimento à mulher em cidades onde não há estrutura adequada para o atendimento à mulher.

“A ideia é que esse ônibus possa fazer essa divulgação não só da disponibilidade dos serviços da Polícia Civil, mas que essa equipe sirva também como catalisador e divulgador dos direitos e de como a mulher pode procurar e agir em situação de violência doméstica. A ideia é que a gente possa fazer esse processo de conscientização nessas cidades e também estaremos disponíveis para eventuais registros”, explicou.

A medida não foi tomada à toa. A delegada-geral contou que, apesar de haver violência doméstica em todas as estruturas sociais, grande parte do público que procura ajuda por ser vítima desse crime é vulnerável economicamente.

“Infelizmente, é o público que mais nos procura em razão, às vezes, da falta de suporte familiar para sair de uma situação de violência, que uma pessoa que tem um pouco mais de estrutura financeira consegue. Mas, infelizmente, a violência doméstica abarca todas as classes”.

Ainda de acordo com Brito, após a denúncia na delegacia, a vítima necessita de um suporte, que é dado pela corporação. Apesar do medo das vítimas, citado pelo repórter como uma consequência da desistência de denúncias, a delegada deixou claro que a mulher terá o devido apoio após a ocorrência registrada.

“A mensagem é: sempre denunciem, nunca se calem, porque essa violência sempre vai no crescente. (…) Existe toda uma rede de proteção que está aí para auxiliar, tanto casa de acolhimento, se for necessário, quanto estrutura que possa auxiliá-la na questão alimentar e dos filhos, o estado tem se articulado, se estruturado pra fazer esse acolhimento”.

“Ficar calada e permanecer na mesma situação é a pior medida a ser adotada porque, infelizmente, nós sabemos que a violência não para até que tenha um freio que seja dado através da lei”, finaliza.

Foto: Rogério Alves/Sociedade Online

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