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Polícia Federal cumpre mandado de busca em Salvador contra esquema de fraudes no Auxilio emergencial

Com o intuito de combater as fraudes no Auxílio, a Polícia Federal (PF) cumpre mais um mandado de busca, desta vez em Salvador na manhã desta quarta-feira (18), em continuidade às ações nacionais para o enfrentamento das fraudes ao Auxílio Emergencial, a exemplo da Operação Primeira Parcela, deflagrada em Simões Filho no último dia 9 deste mês. O objetivo no dia de hoje foi apreender documentos, computadores, celulares e outras provas referente ao suposto crime. Além da busca, foram determinadas também a quebra do sigilo bancário do investigado e o bloqueio dos valores depositados em sua conta.

De acordo com a PF, o investigado, que é soldado do Exército Brasileiro, utilizou de forma indevida os dados das vítimas, legítimos beneficiários, sem o seu conhecimento, para realizar o cadastro para recebimento do Auxílio Emergencial e, em seguida, transferir os valores para sua própria conta, através de boletos bancários. Nos dados analisados, referentes a apenas uma semana, foram verificados o cadastro de pelo menos 13 contas de forma fraudulenta. O desvio é estimado em mais de R$ 10 mil, porém acredita-se que a fraude seja muito maior, já que os dados são referentes a um curto período analisado, e também apenas aos casos em que as vítimas formalizaram a contestação junto à Caixa Econômica Federal.  

A partir do interrogatório do suspeito, será possível apurar a extensão total da fraude, bem como a participação, ou não, de outras pessoas no esquema. Essa é a segunda ação ostensiva neste Estado no combate a fraudes massivas ou estruturadas ao benefício emergencial sancionado devido a pandemia do novo coronavírus.

A ação é resultado da Estratégia Integrada contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE), da qual participam a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) o Ministério da Cidadania (MCid), a Caixa Econômica Federal (CEF), a Receita Federal (RF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (CGU), que tem como objetivo central a racionalização dos procedimentos de apuração criminal, focando na atuação de grupos, associações ou organizações criminosas e a desarticulação de fraudes estruturadas.

Foto: Reprodução/Polícia Federal.

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