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Preços dos fertilizantes disparam e preocupam agricultores da Região Oeste da Bahia

Em 2022, o aumento do preço dos fertilizantes em relação ao segundo semestre de 2021 já chega a 39%. A pandemia, o aumento dos preços dos combustíveis e a desvalorização do real frente ao dólar estão entre as causas do aumento dos preços dos fertilizantes, que se intensificaram com guerra entre Rússia e Ucrânia.

Os constantes reajustes nos preços dos fertilizantes ao longo do ano passado e a os novos aumentos em 2022 têm deixado muitos produtores rurais preocupados na região Oeste da Bahia. Além disso, a guerra da Ucrânia que envolve os principais países fornecedores desses produtos para o Brasil, hoje é o principal responsável pela ameaça de desabastecimento do mercado ao longo do ano.

Tudo isso tem impactado a dinâmica do agronegócio. Uma análise feita pelo coordenador técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) em Alfenas (MG), Kleso Silva Franco Júnior, mostra que o preço dos fertilizantes já variou entre 150 a 180% entre fevereiro de 2021 e 2022.

“Um fertilizante tradicional de café custava em fevereiro de 2021 cerca de R$ 2,4 mil. Já em outubro, o valor chegou a R$ 5,5 mil e agora, em 022, já temos preços em torno de R$ 6,5 mil”, explicou.

Na Região Oeste, quem comprou o produto recentemente percebeu que os reajustes continuam. Os aumentos seriam motivados pela nova alta dos combustíveis e dificuldades de importação por causa da guerra. E as mudanças de preço fizeram o mercado mudar. É o que afirmou o também engenheiro agrônomo, Elber Caixeta sobre a recente compra de fertilizantes realizada pela fazenda onde trabalha.

“Antes, a gente via o que ia precisar e ia nos parceiros fazendo a cotação da melhor condição de preço, prazo, entrega… Normalmente, ocorria desta forma. Então você tinha um poder de barganha melhor. Você pechinchava de porta em porta para conseguir uma melhor condição. Este ano foi totalmente o contrário disso”, disse.

Elber, que administra a produção de uma lavoura cafeeira que ocupa 221 hectares em Paraguaçu (MG), garante que o planejamento anual de custos já está bem apertado.

“Alguns insumos dobraram de preço como, por exemplo, a ureia. Em 2021 a tonelada do produto era comercializada numa margem de preços que variava entre R$ 2,8 mil e R$ 3 mil. Hoje, o valor gira em torno de R$ 6 mil por tonelada. Uma alta muito significativa”, lamentou.

Uma alternativa para esse cenário difícil seria encontrar substitutos mais “econômicos” para os fertilizantes e o uso de formas alternativas de adubação como os fertilizantes orgânicos, compostos, e o uso de vegetação para cobertura de solo como, por exemplo, algumas plantas da família das leguminosas. O uso desses vegetais auxiliaria na fixação biológica do nitrogênio.

Com informações de Cheilla Gobi, correspondente da Rádio Sociedade em Barreiras.

Foto: Divulgação/Canal Rural

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