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Prefeito admite que pode descumprir regras do governo para vacinar crianças: ‘Irrazoável’

Algumas exigências do governo federal podem ser descumpridas por Salvador, caso as medidas atrapalhem o processo de vacinação das crianças de cinco a 11 anos. De acordo com o prefeito Bruno Reis (DEM), as regras são “irrazoáveis”.

“Infelizmente, a gente lamenta as dificuldades que são colocadas nesses processos, que acabam dificultando a vida das pessoas e a logística da prefeitura. Imagine vocês, as crianças vão ter que levar autorização. Então, além do pai, da mãe, ou responsável legal estar presente, você tem que ter uma declaração escrita. E a criança tem que aguardar por 20 minutos após a aplicação da dose para ver se vai ter uma reação adversa e só em seguida ser liberada”, pontuou Bruno.

O gestor afirmou que vai “abrir mão dessa exigência” se houver aglomeração ou grandes filas com a adoção das normas impostas pela União. “E aí, pode Ministério da Saúde, pode o que for adotar providências que acharem cabíveis, mas é irrazoável”, declarou o prefeito.

Leia também: Bruno afirma que Salvador consegue vacinar todas as crianças de 5 a 11 em uma semana

Bruno disse ainda que, mesmo não sendo especialista na área de saúde, avalia que é improvável a manifestação de reação adversa em crianças no período de 20 minutos. “Pode ter depois, e aí tem todo um sistema que já está disponível hoje para as pessoas que tiveram reações adversas de outras idades. E continua disponível, com uma estrutura agora até maior para atender, se caso for necessário, as crianças”, ponderou.

Por fim, o chefe do Executivo municipal salientou que a decisão de vacinar o público infantil cabe aos pais e afirmou que o fato dos responsáveis levarem os filhos para vacinar, “já está por si só autodeclarado” a autorização. “Não havia necessidade de ter documentação, não havia necessidade de aguardar 20 minutos, mas tudo isso só traz mais embaraço, mais dificuldades para um processo”, concluiu.

Foto: Betto Jr. / Secom

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