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Presidente da AHSEB cita aumento de 2000% em medicamentos durante a pandemia e lamenta: “Não sabemos explicar, achamos muito estranho”

Setor fundamental para o bom funcionamento da sociedade, a área de saúde mostrou a sua real importância durante a pandemia de Covid-19.

Atuando na linha de frente no combate ao coronavírus, as instituições do segmento saem fortalecidas com os ensinamentos adquiridos durante o auge da doença no país. 

Pelo menos este é o pensamento do presidente da Associação de Hospitais e Serviços Privados de Saúde da Bahia (AHSEB), em entrevista ao programa Sociedade Urgente, na manhã desta terça-feira (14).

 De acordo com o gestor, a pandemia é um grande legado deixado para o setor, de modo que a situação proporcionou maiores investimentos.  

As instituições de saúde do setor privado da Bahia saem fortalecidas. Não tenho dúvida que tem um legado, que podemos tirar, levar, dessa pandemia tão desastrosa, são instituições de saúde mais fortalecidas no quesito assistência. Mais seguras, mais fortes, resolutivas para o nosso usuário”, revela.

Aumento nos preços

Apesar do balanço positivo no aprimoramento de atividades e entrega de serviços, a área de saúde vem sofrendo com alta no preço dos medicamentos, o que causou um déficit no setor.

Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (FIPE), em parceria com a Bionexo, a pandemia de Covid-19 aumentou até 92,6% os preços dos medicamentos adquiridos pelos hospitais entre março e julho deste ano.

Conforme Adan, uma investigação junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) foi solicitada para apurar a alta nos preços. “Encontramos itens que variaram entre 400 e 2000%. Itens importantes para o funcionamento de um instituição de saúde. Não sabemos explicar as razões deste aumento. Achamos muito estranho, pedimos ao MP-BA, que é quem pode investigar e tomar medidas corretivas em relação a isso, mas parece muito acima de qualquer situação”, lamenta.

“É claro que quando existe uma situação de demanda de oferta, existe um aumento. Nós tivemos muita procura por alguns itens no mercado, mas a variação foi absurda. Isso tem impactado diretamente na manutenção das instituições de saúde“, completa.

Planos de saúde

Avaliando a situação dos planos de saúde no país, o presidente reconhece o alto custo para manutenção do serviço, porém, considera que os brasileiros não dão a devida importância aos cuidados médicos básicos.

“No Brasil não se cuida de doença, se cuida de doentes. As instituições não fazem programas de prevenção. […] As pessoas que têm problemas de saúde, desde algo mais simples ou algo mais grave, se estiverem em um programa de prevenção, tendem a ficar com a saúde mais controlada, e, naturalmente, tem um gasto menor, então, esse custo final do plano de saúde tende a ficar mais em conta”, finaliza.

Fábio Pozzebom / Agência Bras

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