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Presidente do Butantan desmente Pazuello e diz que fala de Bolsonaro atrasou, sim, negociações da CoronaVac

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (27) à CPI da Covid que as negociações com o governo federal para compra pelo governo da vacina Coronavac “pararam” no dia 20 de outubro do ano passado. A fala do presidente atribuiu a interrupção a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro de que não compraria a vacina. O que diz Dimas Covas, contraria a fala do ex-ministro Eduardo Pazuello, que afirmou à CPI que a declaração de Bolsonaro não havia interferido.

Desde o início do processo de desenvolvimento, a CoronaVac foi alvo de desdém do presidente Jair Bolsonaro, em meio à disputa política dele com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). A vacina é produzida numa parceria do laboratório chinês Sinovac com o Butantan, ligado ao governo paulista.

Segundo Dimas Covas, o Butantan estava “trabalhando intensamente” com o Ministério da Saúde para possibilitar um “instrumento jurídico”, uma medida provisória, que viabilizasse o contrato e, assim, o fornecimento das doses. Por outro lado, na quarta-feira (19) da semana passada, em depoimento à comissão, Pazuello expôs que a declaração de Bolsonaro “não interferiu em nada” nas negociações entre governo e Butantan.

“Acreditem, nunca o presidente da República mandou desfazer qualquer contrato, qualquer acordo com o Butantan – em nenhuma vez. A posição de agente político dele ali não interferiu em nada do que nós estávamos falando com o Butantan”, disse o ex-ministro da Saúde.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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