A queda significativa na arrecadação de São Francisco do Conde tem imposto medidas drásticas na gestão municipal. Durante entrevista ao programa Balanço Geral nesta sexta-feira (23), o prefeito Calmon (PP) detalhou os desafios de administrar uma cidade financeiramente impactada pela redução da produção da nova refinaria.
Segundo o prefeito, a administração precisou reduzir custos em contratos de serviços e fornecedores em até 50%, e em alguns casos suspender totalmente o contrato, para garantir a continuidade das atividades essenciais do município. “Nós tiramos mesmo para que pudesse tocar o município da melhor maneira possível”, afirmou Calmon.
Um dos principais desafios é manter o pagamento da folha salarial. Atualmente, a prefeitura tem uma folha de aproximadamente R$ 18 milhões, enquanto arrecada entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões por mês. “Isso é um impacto muito grande para pagar folha”, explicou o prefeito, ressaltando que a situação se reflete também na Câmara de Vereadores, que recentemente aprovou a redução temporária dos salários dos funcionários para evitar demissões.
Calmon destacou que a realidade atual confirma alertas feitos anteriormente pelos vereadores sobre a necessidade de ajustes devido à queda de receita. “O vereador Pantera sempre falava sobre isso em seus pronunciamentos, mas as pessoas não acreditavam. Hoje, estamos vivendo de fato essa realidade”, disse.
A situação evidencia como a redução da arrecadação de grandes municípios impacta diretamente a vida administrativa e a prestação de serviços à população, obrigando gestores a adotar medidas impopulares para equilibrar as contas.