A Prefeitura de São Francisco do Conde enfrenta uma queda significativa na arrecadação, que compromete o pagamento de salários, saúde e educação no município. Os números foram detalhados durante entrevista do prefeito Calmon (PP) ao programa Balanço Geral, nesta sexta-feira (23), com dados apresentados pelo apresentador João Kalil.
Segundo Kalil, a receita do município vinha crescendo entre 2020 e 2022: R$ 576 milhões em 2020, R$ 770 milhões em 2021 e R$ 842 milhões em 2022. No entanto, em 2023, a arrecadação caiu para R$ 764 milhões, em 2024, R$ 520 milhões, em 2025 a tendência de queda se intensificou, chegando a R$ 351 milhões projetados para o ano.
“Se a prefeitura recebe entre R$ 28 milhões e R$ 29 milhões por mês, e a folha salarial é de R$ 18 milhões, a conta praticamente não fecha”, explicou Kalil, destacando a pressão sobre os serviços essenciais.
O prefeito Calmon confirmou que os cortes e ajustes têm sido inevitáveis. Segundo ele, apenas educação representa 25% da despesa mensal e saúde, 15%. Além disso, há débitos acumulados de administrações anteriores, incluindo obrigações com INSS, FGTS e regime próprio de aposentados, ampliando o déficit do município. “A dificuldade é muito grande para administrar o nosso município”, afirmou.
Apesar da crise financeira, Calmon ressaltou que São Francisco do Conde cumpre o piso salarial dos professores e tem buscado manter os serviços básicos à população. “Fomos uma das primeiras cidades a pagar o piso salarial do professor, mas hoje enfrentamos muita dificuldade financeira”, disse o prefeito.
O cenário evidencia como a queda na arrecadação impacta diretamente a gestão municipal e exige medidas drásticas para equilibrar as contas, mantendo o funcionamento da máquina pública em meio à escassez de recursos.