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Rodoviários e familiares de Paulo Colombiano e Catarina Galindo realizam ato 11 anos após crime

Familiares, amigos e rodoviários realizarão, na terça-feira (29), um ato pedindo justiça pelo assassinato do casal Paulo Colombiano e Catarina Galindo, que completa 11 anos amanhã.

“Mesmo com a notoriedade que o caso tem na sociedade baiana e a brutalidade do crime de execução dos companheiros, pouco se avançou na missão de penalizar os culpados para o crime que trouxe dor aos amigos, familiares e companheiros de luta do ex-dirigente do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Paulo Colombiano, e sua esposa, Catarina Galindo”, afirma o Sindicato dos Rodoviários em nota divulgada.

A manifestação ocorrerá em frente do fórum Ruy Barbosa, às 9h, “cobrando por punições para os mandantes e executores do assassinato do casal, e questionando se a lentidão da justiça em penalizar de forma eficaz os acusados da morte de Paulo e Catarina acontece devido a influência e poder aquisitivo dos mandantes, já que outros crimes semelhantes e sem a mesma repercussão, cometidos por pessoas pobres, já tiveram os seus acusados condenados e presos”, de acordo com a entidade.

Crime

Morto em 2010, o casal foi executado no bairro de Brotas, em Salvador, há 11 anos, quando voltava para casa. Em 2012, as investigações apontaram que o empresário e oficial aposentado da Polícia Militar Claudomiro César Ferreira Santana e seu irmão, o médico Cássio Antônio, seriam mandantes do crime, enquanto os funcionários dos dois, Adaílton de Jesus, Edilson Araújo e Wagner Lopes seriam os executores.

Claudomiro e Cássio eram proprietários da MasterMed, empresa do ramo de plano de saúde que tinha um contrato com o Sindicato dos Rodoviários, onde Paulo Colombiano era tesoureiro. Os irmãos teriam encomendado o crime ao descobrir uma fraude milionária na prestação de serviços ao sindicato.

Na decisão de primeira instância, Cássio Antônio, um dos executores, foi retirado do processo, mas a acusação recorreu da decisão. O processo já tinha chegado à segunda instância, mas sofreu um revés em 2017, quando desembargadores da 2ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia devolveram a sentença proferida em primeiro grau, que levava a júri popular os acusados. A alegação da defesa foi de que o primeiro juiz usou “excessos de linguagem”.

Com a decisão, o processo deverá ter uma nova sentença de primeira instância, para a “adequação da linguagem”, mas só depois que forem apreciados todos recursos que a defesa apresentou aos tribunais de Brasília, com o objetivo de absolver os acusados. Um desses recursos está no Superior Tribunal de Justiça, sem movimentação desde 2020. Os familiares e amigos de Colombiano e Catarina denunciam a demora da Justiça.

Foto: Divulgação/CTB

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