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“São inoportunas”, diz Bruno sobre manifestações por reajuste no salário dos servidores

Mesmo afirmando que Salvador conseguirá fechar o ano com as finanças “em azul”, o prefeito Bruno Reis (DEM) disse, em entrevista à Rádio Sociedade na manhã desta terça-feira (7), que não tem como aumentar o salário dos servidores públicos municipais por enquanto. Segundo o gestor, não há o que ser feito em relação às manifestações e paralisações que estão ocorrendo. Para ele, esses atos são inoportunos.

“Esse vai ser um grande problema para o ano que vem. Hoje há uma lei complementar que proíbe qualquer aumento salarial. Você não pode aumentar no seu orçamento um real em despesa com o servidor. Essa lei vence agora no dia 31 de dezembro. De forma que, em relação a todas essas manifestações e paralisações que estão ocorrendo agora, não há o que ser feito. São inoportunas. Isso precisa ficar claro”, afirmou.

Bruno disse que, por mais que a prefeitura tivesse condições orçamentárias e a vontade política de fazer o reajuste, ainda não assim não teria como.

“A partir do ano que vem nós vamos travar essa discussão. Mas é um fato: as finanças públicas foram sacrificadas ao longo desses dois anos. Um bilhão e 200 milhões de reais daria para construir dez Centros de Convenções, dez novos hospitais municipais e cem escolas. Esse dinheiro foi consumido pela pandemia. Isso comprometeu muito as finanças do município”.

O prefeito continuou: “As contas estarem equilibradas não significa que nós estamos com recursos para poder investir em reajustes dos servidores. Agora, é fato, existe um problema real hoje que é a volta da inflação. A expectativa esse ano é que a inflação possa fechar na casa de dois dígitos. E nós vamos ver durante o ano como se comportar, o que é possível fazer para dar alguma recomposição salarial, mas com muita prudência e com muita cautela como o momento exige, até porque nós não sabemos quando, definitivamente, nós ficaremos livres da pandemia”.

“Hoje, os municípios, que eu digo sempre, é o primo pobre, é quem tem maiores responsabilidades e atribuições, e quem tem menos recursos”, completou.

Assista à entrevista completa no YouTube:

Foto: Stephanie Ferreira

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