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Secretário Fábio Vilas Boas critica Anvisa e diz: “É preciso flexibilizar as regras”

O secretário de Saúde do estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, disse que os insumos da CoronaVac e Sputinik V vacinas contra a Covid-19, serão produzidos em território brasileiro. O chefe da pasta ainda criticou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que segundo o gestor está demorando no processo de análise do imunizante.

“Eu acredito que já no final do mês de janeiro com esse alinhamento que foi feito conforme eu havia previsto, a vacina do Butantã e a vacina russa são as vacinas que já estão em solo brasileiro. No dia 15 de janeiro, a União Química Farmacêutica que é um grande laboratório nacional vai iniciar a produção, a fabricação. Isso é uma excelente notícia. Eles vão fabricar o insumo da vacina em território brasileiro. O banco de células que vai gerar a vacina, que eles chamam de Master Cell Bank já está em território nacional, a fábrica já está pronta e eles começam a fabricar a Sputinik V já no Brasil, agora no dia 15. E a vacina do Butantan está sendo importada em grandes frascos e fracionada e envasada no Brasil”, disse.

“Nós teremos duas grandes vacinas estão sendo fabricadas em solo brasileiro, agora a pressão tem que ser em cima da Anvisa, pra que a Anvisa seja mais célere no processo de aprovação. Existem mecanismos que são utilizados em outros países do mundo, que não vêm sendo utilizados no Brasil. O processo de análise da vacina na Anvisa é um processo que eu considero muito moroso, um processo que não se coaduna com o estado de pandemia que o país vive. É preciso flexibilizar as regras, porque cada dia que a vacina é postergada são mais 1.000 mortes. Levar 10 dias para analisar um pedido emergencial são 10.000 mortes que vão acontecer a mais no país”, criticou Vilas-Boas.

O secretário ainda falou que ainda nesta segunda-feira (11) irá enviar uma carta à Anvisa, juntamente com outros chefes da pasta de outros estados brasileiros, para que o órgão possa acelerar no processo do uso emergencial do imunizante.

“Portanto, eu espero hoje, nós vamos, secretários do Brasil enviar uma carta, mais uma vez para Anvisa, tentando pressioná-la a flexibilizar. Vamos enviar ao ministro a nossa insatisfação com este processo lento que vem acontecendo no Brasil, enquanto em mais de 50 países do mundo já estão vacinando, nós estamos ficando para trás”, finalizou.

Foto: Paula Fróes/GOVBA

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