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Servidores municipais de saúde fazem protesto em frente à prefeitura de Salvador

Os servidores municipais de saúde de Salvador estão realizando uma manifestação em frente a prefeitura na manhã desta quinta-feira (23). Eles estão reivindicando o reajuste salarial e a melhoria de condição de trabalho. Em ato simbólico, alguns manifestantes estão se acorrentando em frente à sede do executivo.

“A gente só vai sair daqui quando o prefeito Bruno Reis atender. Por que todo mês entra R$ 4 milhões para pagar os agentes de saúde. O prefeito não senta com a gente. Ganhou a eleição e até hoje dá as costas como negociação. É por isso que os chefes de saúde estão aqui, unidos, todos os sindicatos, todas as associações. Só vamos sair daqui quando Bruno Reis sentar com essa categoria”, disse Enadio Careca, presidente da Associação dos Agentes Comunitários e de Endemias de Salvador (AACES).

Com um microfone e discursando para o público presente no ato, um dos manifestantes explicou o ato simbólico.

“[…] estamos acorrentados na indiferença, na falta de respeito e na falta de cumplicidade do prefeito, que não atende a categoria. Já atendeu a todas as outras categorias, mas os agentes de saúde de Salvador ele se nega a atender. Por isso, nós estamos mostrando para a sociedade que nós estamos acorrentados, voltamos ao tempo da escravidão, em que o gestor é um ditador. Ele não quer negociar com a nossa categoria”.

Coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Paulo Cerqueira explicou, à Rádio Sociedade, a pauta da categoria. De acordo com ele, desde 2014, tem uma verba que vem do governo federal direto para o município e a prefeitura não repassa, que é o piso nacional dos agentes de saúde.

“Mais do que isso, nós temos um avanço de nível e do nosso plano de cargos e vencimentos que é um gatilho de 5,5% de dois em dois anos no salário do trabalhador, que era automático, e em 2018 o prefeito tirou. Até hoje [o gestor] não pagou o trabalhador nem fez avaliação. Nós sabíamos que isso ia acontecer. São rodadas de negociações que acontecem, mas em todas nós estamos sendo enrolados pela gestão”, revelou.

Ele continuou:

O trabalhador está adoecendo, com um salário muito ruim. Hoje, nós temos um salário base de R$ 877,07, ou seja, é menos do que um salário mínimo. O nosso salário base tem que ser no mínimo de R$ 1.550,00, que é o valor do piso nacional. Até hoje nós não recebemos. Então isso é um absurdo. Várias capitais têm recebido e estão pagando. Por que Salvador não tem condições? Se nossas verbas são próprias. Vem direto do Ministério da Saúde para a prefeitura. Por que nós não somos remunerados?”, indagou Paulo.

Segundo ele, existe uma “possibilidade inevitável” de a categoria parar os serviços, mesmo com a pandemia de Covid-19.

“Isso não é irresponsabilidade do trabalhador, porque o trabalhador está aí, lutando. Hoje, nós somos uma das capitais que mais vacinou no Brasil. Então, significa dizer que estamos entre os melhores trabalhadores do serviço público do Brasil. Isso é fato. Porém, temos que ser valorizados. A valorização é só tapinha nas costas? É agradecimento? Não. A valorização é remuneração para o trabalhador. Então, existe uma possibilidade sim de haver uma paralisação. E essa paralização pode se transformar em greve”, completou.

Assista ao vídeo da manifestação:

Vídeo: Rogério Alves / Rádio Sociedade

Foto: Rogério Alves / Rádio Sociedade

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