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Sustentabilidade: Empresa de cosméticos à base de plantas incentiva reciclagem na Bahia

Sabonete, pasta de dente, e shampoo, cosméticos utilizados habitualmente no cotidiano popular possuem em comum um material na sua produção; o plástico, elemento que demora 450 anos para se decompor naturalmente no meio-ambiente.

Tendo em vista a necessidade de inibir os impactos desses produtos, um estudo desenvolvido, inicialmente, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada em Ilhéus, sul da Bahia, pela pesquisadora e professora Ronilma Fernandes, utiliza plantas medicinais na produção de cosméticos.

Líder da empresa Lilás, responsável por dar seguimento aos estudos e desenvolvimento dos produtos, a bióloga, avaliou a importância do projeto, durante entrevista ao programa Sociedade Urgente, da Rádio Sociedade, na manhã desta segunda-feira (12). 

Segundo Fernandes, além de embalagens recicláveis e o apoio a reutilização de materiais, por meio de parcerias com associações, os compostos produzidos, como o sabonete, por exemplo, detêm propriedades além da sua função inicial. 

“Utilizamos compostos químicos que as plantas produzem através do metabolismo, seja de defesa contra predadores, ou doenças. Produzimos um sabonete que lava o rosto, tonifica a pele, que lava, mas também trata alguma psoríase, ou um processo inflamatório da pele. Um cosmético funcional”, explica. Entre as plantas utilizadas, estão cacau, cupuaçu, dendê, aloe vera e arnica.

Preços mais acessíveis

Questionada sobre a necessidade de preços mais acessíveis, no que se refere aos produtos naturais, a pesquisadora explica que o principal fator para os preços elevados no segmento se deve a grande produção em grande escala dos materiais.

“Uma empresa que desenvolve milhões de unidades de um certo produto, ela precisa ganhar centavos pela venda. Então, geralmente, as grandes empresas não estão interessadas em produzir produtos naturais, porque é mais barato para elas não investir em pesquisa para desenvolver conservantes que sejam naturais, mudar toda linha de produção. É caro”, pontua.

Foto: Shutterstock / Alto Astro

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