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“Um dia, alguém vacinado vai morrer, mas não significa que a vacina seja ruim”, afirma especialista

Com mais de um ano e meio de pandemia, os médicos e cientistas ainda encaram com grande preocupação não só o coronavirus, mas também variantes que vêm surgindo em todo o mundo.

Altamente contagiosa, a variante Delta já está em mais de 100 países e, apesar de ter chegado recentemente no Brasil, a cepa já conta com mais de 500 casos em todo o país.

Classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das “variantes preocupantes”, a Delta possui a capacidade de gerar reinfecção em quem já teve a doença ou de possivelmente escapar da cobertura estabelecida pela vacinação.

Em entrevista realizada na manhã de hoje (19) ao Balanço Geral, o infectologista Adriano Oliveira, explicou como funciona a ação desta mutação do vírus e como ele impacta no organismo.

“Ela (a Delta) tem uma capacidade de produzir uma carga viral mil vezes maior do que as outras variantes, ou seja, uma pessoa com a variante Delta tem muito mais chances de transmitir esse vírus para outras pessoas. Ela é capaz de internar as pessoas por doenças do coronavirus até duas vezes mais do que as outras variantes.

De acordo com Oliveira, esta é a primeira variante que reage à vacina e consegue ter poder de se multiplicar.

“Quando as outras variantes encontram uma população totalmente vacinada, ela simplesmente não consegue circular e desaparece. A Delta não faz isso. Com as vacinas que nós temos, ela diminui a capacidade de adoecer as pessoas, mas não deixa de adoecer e continua circulando”.

Com relação à importância da vacinação, o infectologista destaca que nenhum imunizante é 100% eficaz, mas que é importante se vacinar .

“Nenhuma terapêutica é 100% e a vacina é igual (…) Um dia, alguém vacinado vai morrer, mas não significa que a vacina seja ruim ou incapaz de cumprir o seu papel. Então, as pessoas precisam  entender que vacinados morrerão, mas morrerão menos. Adoecerão, mas adoecerão menos e se adoecerem, ficarão menos grave. O que a gente precisa é diminuir o impacto da doença e essa é a promessa que a vacina traz”, alerta.

A aplicação da terceira dose da vacina, em especial para quem tomou a Coronavac, está sendo estudada pelo Ministério da Saúde do Brasil para reforçar a imunização. Por conta disso, o governo pretende adotar novas medidas restritivas. Quando questionado sobre esta possibilidade, o médico ressalta que é preciso tempo e estudo para ter uma resposta sobre a eficácia.

“A ciência é cartesiana, ou seja, precisa de experimentação e tempo. Ainda não tivemos tempo para responder se a terceira dose é definitivamente algo necessário, mas, com as poucas evidências que existem, alguns países tem feito isso e o Brasil parece que vai fazer também.  Mas é muito bom entender que o Brasil é um país que está atrasado na vacinação e não faz sentido dar a terceira dose pra alguém, quando tem gente que não tomou nem a primeira”, ressalta.

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

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