O Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), informou que 129 profissionais de imprensa foram assassinados em 2025, o maior número já registrado pela entidade em mais de 30 anos de monitoramento. O relatório divulgado nesta quarta-feira (25), aponta que, do total, 104 mortes ocorreram em contextos de conflito armado, cenário que a organização classifica como historicamente crítico para a segurança de jornalistas.
O levantamento aponta que 84% das mortes são concentrados em cinco países: Israel (86), Sudão (9), México (6), Rússia (4) e Filipinas (3). O CPJ também apontou um crescimento no uso de drones nos ataques. Foram registradas 39 ocorrências no ano passado, um crescimento de 1850% em relação a 2023, que contou dois ataques.
O relatório atribui o recorde de assassinatos à impunidade e à falta de investigações eficazes. Para a presidente do CPJ, Jodie Ginsberg, ataques à imprensa indicam riscos mais amplos às liberdades civis e exigem responsabilização dos autores. A organização sustenta que a morte de jornalistas viola o direito internacional humanitário, que os reconhece como civis e proíbe que sejam alvos deliberados.