Em coletiva realizada nesta segunda-feira (12), o senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), comentou o cenário eleitoral para 2026, ressaltando a formação de uma chapa que, segundo ele, é “puro governador”. Wagner destacou que o grupo conta com dois ex-governadores bem avaliados e o atual governador em busca da reeleição, reforçando a experiência e a visibilidade da composição. “A chapa ganha musculatura por isso, qualquer pessoa acha natural”, afirmou.
O principal ponto de tensão, conforme Wagner, está na disputa pelas vagas ao Senado, envolvendo o atual ministro Rui Costa (PT) e o senador Angelo Coronel (PSD). Apesar da indefinição, o ex-governador procurou tranquilizar a base aliada, garantindo que as negociações estão avançando e que o objetivo é chegar a um consenso sem rachaduras internas. “Estamos trabalhando e eu espero que até o final de janeiro a gente consiga, com maturidade e humildade, bater o martelo”, disse.
Wagner rejeitou o termo “puro sangue” para a chapa, utilizado por parte da imprensa e da militância, e preferiu classificá-la como “puro governador”. Segundo ele, a força da composição reside justamente na experiência política de seus integrantes, que incluem gestores reconhecidos e atuantes no governo federal e estadual. “São dois ex e o atual que vai para reeleição”, destacou, reforçando a credibilidade da chapa perante o eleitorado.
A indefinição sobre o nome do candidato ao Senado permanece como o principal desafio para o grupo. Enquanto Rui Costa é cotado para concorrer, Angelo Coronel também reivindica o direito à reeleição, mantendo o cenário incerto. Wagner garantiu que o diálogo com todos os envolvidos será conduzido com respeito e busca pelo consenso, reforçando o compromisso de evitar divisões internas na base aliada do PT na Bahia.